Confesso que não acreditei muito no projeto, quando a idéia foi lançada pelo Negroponte há alguns anos atrás.
Mas vendo o site do XO (nome dado ao computador) e o wiki, percebi que o produto final é bastante interessante. Ele contém um pacote de programas bem completo (processador de textos, RSS, leitor de emails, chat, VoIP, shell, ambiente gráfico e de áudio, debugger), é todo voltado para funcionamento em rede e usa Python, Javascript e Smalltalk como linguagens de base.
Mas um outro ponto que chama bastante atenção é o modelo de segurança adotado. Cada programa roda em uma máquina virtual separada, com um conjunto de permissões delimitadas. Um exemplo é o fato que um programa de visualização de imagens não pode acessar a internet, impedindo que arquivos maliciosos executem ações de rede que possam trazer problemas. Além disso, programas maliciosos tem acesso limitado ao hardware. Assim, o funcionamento padrão do sistema impede qualquer ataque de vÃrus ou spyware. Um software somente pode requisitar um conjunto diferente de permissões durante a instalação caso ele seja certificado por uma autoridade certificada, ou modificado manualmente pelo usuário. Tendo em vista que o público alvo são crianças que tem pouco ou nenhum conhecimento sobre computação, isto dificilmente vai acontecer.