Vendendo o peixe

Outro dia contei aqui a história do Carlinhos, um ótimo exemplo de como a questão de seleção de profissionais de tecnologia no Brasil é precária. Hoje vou mostrar outro exemplo, bastante ilustrativo.

Como todo bom geek, eu sou adepto e viciado em RSS. Meu reader tem umas 50 fontes de feeds, que eu leio religiosamente todo dia. Alguns várias vezes por dia. No meio destes, eu tenho 3 feeds de empregos: dois americanos e um brasileiro. Não que eu esteja forçosamente procurando emprego. Não estou. Mas nunca se sabe o amanhã. E sempre é bom saber como anda o mercado, tendências, o que as empresas procuram, etc. Outro dia parei pra prestar a atenção no estilo dos anúncios e é inevitável não perceber a diferença.

Eis por exemplo um exemplo de anuncio de uma empresa americana:

“Job Description:

Join the online shipping revolution! We’re looking for exceptional professionals who thrive in an exciting, fast paced environment, and want to help build the next great consumer internet company.

ACME.com is seeking one individual to join our team as a full time Senior Web Developer. This individual will work directly with the Director of Development and the executive team to build and grow the ACME website/marketplace. If you are a motivated, smart, and driven individual who wants to work in an energetic, entrepreneurial environment with outstanding career and growth opportunities, then this is the career for you!

About ACME:
ACME is the world’s largest peer-to-peer marketplace for shipping and moving services – think, “The eBay for Shipping”. Members of the ACME online community can list shipments in several categories, including General Goods, Household & Office Moves, Vehicles & Boats, Special Care Items, Commercial Freight, Pets & Livestock, and Plants & Agriculture. Members then receive bids from among thousands of feedback-rated shipping and moving service providers. Because carriers can more efficiently fill extra cargo space, many offer discounts of up to 80% off their traditional prices. ACME empowers consumers by giving them access to a wider marketplace of service providers and the ability to leave feedback for carriers. ACME empowers smaller, independent carriers by providing the marketing scale, logistics technology, and reputation they need to compete with large corporate van lines.

We are looking for individuals who:
- Are comfortable working in a small but very fast paced, start-up environment
- Enjoy solving varied and ambiguous problems
- Are extraordinarily detail oriented
- Deliver results on time, every time
- Enjoy the downtown Austin atmosphere and wearing shorts and flip-flops to work.

Job Responsibilities:
- Developing web applications using VB.NET, ASP.NET, JavaScript, XML and HTML
- Program and implement new functionality within the site in accordance with project deadlines and through effective interaction with the Product Development team
- Modify existing software to fix bugs on the website or to improve performance
- Analyze, specify, design, test, and check quality prior to implementation
- Troubleshoot errors on the website as discovered and identify and implement the optimal solutions

Job Requirements include a proven history of working with a team and all of the following skills:
- Bachelor’s degree in computer science or related discipline from a top school
- VB.NET / ASP.NET 2.0
- SQL Server 2005 (scripting SQL, stored procedures)
- Visual Studio 2005
- HTML / XHTML / CSS

Our Ideal Candidate would also have:
- Master’s degree in computer science or related discipline from a top school
- Experience with Source Control (Subversion) / Coding in a team environment
- Experience with Windows Servers
- Experience Designing / Architecting Applications
- GIS experience (a major plus but not required)”

Bom…agora vamos a um exemplo de anúncio brasileiro:

” Empresa de médio porte,
segmento de comércio eletrônico, localizada na região do CENTRO DE SP SELECIONA:

Analista Programador .NET PLENO, com experiência em linguagens asp.net e c ,
banco de dados SQL Server. Desejável conhecimentos em AJAX.

Projeto grande, período indeterminado, contratação PJ.”

A diferença ficou clara? Deve ter ficado. Mas como minha função é escrever artigos no meu blog, vou detalhar alguns pontos que me parecem relevantes.

Pra começar: 99.9% dos anúncios do site brasileiro não colocam o nome da empresa. E isso é regra em outros sites. Motivo? A maioria dos anúncios são feitos por consultorias em TI, que não querem abrir o nome da empresa pra não perder o candidato. Afinal, se eu souber o nome da empresa porque eu passaria por uma consultoria? Nos anúncios americanos dos sites que eu acesso, não só o nome da empresa aparece, como em geral existe um texto falando sobre a empresa, o que ela faz, porque ela é interessante. Ou seja: existe uma preocupação em interessar as pessoas que por ventura estiverem procurando trabalho.

Outro ponto interessante: ambos os anúncios listam algumas palavras-chaves. Não temos como escapar disso infelizmente. Mas o anúncio da ACME adiciona alguns requisitos:

Our Ideal Candidate would also have:
- Master’s degree in computer science or related discipline from a top school
- Experience with Source Control (Subversion) / Coding in a team environment
- Experience with Windows Servers
- Experience Designing / Architecting Applications
- GIS experience (a major plus but not required)

e

We are looking for individuals who:
- Are comfortable working in a small but very fast paced, start-up environment
- Enjoy solving varied and ambiguous problems
- Are extraordinarily detail oriented
- Deliver results on time, every time
- Enjoy the downtown Austin atmosphere and wearing shorts and flip-flops to work.

Isto me chama a atenção porque quando a seleção se limita às palavras-chaves, a pasteurização é inevitável: todos aqueles que sabem EJB e Java são iguais. E isto não é verdade. Aliás é um absurdo. Existem mutas outras qualidades que devem ser levadas em conta, como estilo de trabalho e experiências prévias.

Finalmente, um ponto essencial: nos anúncios brasileiros é praticamente impossível encontrar informações sobre o que o contratado irá fazer na empresa, qual tipo de projeto. Afinal, who cares certo? É apenas mais um programador para programar. Programação/Desenvolvimento é tudo igual! Não? Claro que não!!! No anúncio da ACME temos uma descrição:

This individual will work directly with the Director of Development and the executive team to build and grow the ACME website/marketplace.

Simples, direto, objetivo.

No fundo, a diferenças nos anúncios pode ser resumida da seguinte forma: os anúncios de cá oferecem apenas um emprego, enquanto que os anúncios de lá oferecem a possibilidade de você trabalhar em algo sensacional, que vai te fazer feliz e vai te motivar (If you are a motivated, smart, and driven individual who wants to work in an energetic, entrepreneurial environment with outstanding career and growth opportunities, then this is the career for you! ). Além disso, os textos tentam mexer com o ego do candidato.

É claro que sempre existe a possibilidade de que isto seja apenas a versão demo, e que a versão real world seja um saco e que no fundo eles querem alguns code monkeys para escrever linhas e mais linhas de um sistema CRUD pentelho. Mas o fato é que eles, pelo menos no anúncio, sabem vender o peixe!

Sobre políticas de contratação

Mike Cannon-Brookes, co-fundador e CEO da Atlassian (empresa de software que desenvolveu o JIRA, Confluence, entre outros) possui um blog que conheci há pouco tempo, mas que achei bastante interessante: rebelutionary. Um de seus útlimos artigos - Life Is A Hire Way: 5 Tips For Startup Hiring -me chamou a atenção porque atualmente estou trocando de emprego, e pude perceber neste artigo alguns pontos que têm muito em comum com o que tenho vivido neste processo.

A primeira dica - Recruiting Is Marketing - acho que tem se tornado uma verdade universal. Vender uma boa imagem de sua empresa fará com que as pessoas queiram trabalhar para você. Quem por exemplo não gostaria de trabalhar numa Google,por exemplo?Ou então numa FogCreek? Confesso que depois de conhecer mais da Atlassian, passei a achar que seria um ótimo lugar para se trabalhar.

A segunda dica- Trust Your Team - para mim é fundamental. Quem melhor para avaliar um candidato senão aqueles que vão diretamente trabalhar com ele no dia a dia? Por melhor que um candidato seja, se ele não for “aprovado” pela equipe atual, ele não conseguirá render seu melhor. As relações pessoais são extremamente importantes para que uma equipe possa atingir seu máximo.

A terceira dica - You Don’t Win With Money - foi a que mais se relacionou com minha realidade. Basicamente, Mike sugere que você não irá conseguir bons profissionais oferecendo altos salários, e concordo com ele. Na minha visão, os bons profissionais não buscam apenas retorno financeiro, mas sim realização pessoal em seu trabalho. De nada adianta uma conta bancária polpuda, se seu ambiente de trabalho não for desafiante. Mas Mike alerta que um excelente ambiente de trabalho não irá manter os bons profissionais se você não remunerá-los adequadamente. E foi isto o que aconteceu comigo atualmente: o desafio intelectual de meu trabalho é excelente, realmente gosto do que faço, dos projetos que tenho levado a cabo, da minha equipe de trabalho. Mas o salário está abaixo da média de mercado. Com isto, acabei aceitando a proposta de uma empresa concorrente, que me propiciará um ambiente de trabalho tão bom, com desafios tão ou mais interessantes, e que remunera de acordo com a média de mercado. No entanto, se a minha empresa atual tivesse me feito uma proposta melhor, mesmo inferior à da concorrente, continuaria trabalhando aqui, com toda a felicidade do mundo.

As quarta dica - Make Space For Smart People é bastante interessante, mas acredito que não seja aplicável a maior parte das empresas, pois requer uma realidade de disponibilidade de recursos que pouscas vivem.

A quinta dica - Know When To Fold’em - trata de alguns pontos subjetivos que auxiliam na decisão de contratar alguém, que está muito relacionado com a avaliação que se faz da personalidade do candidato. Seu novo funcionário tem que agregar valor não somente tecnicamente, mas ele tem que se mostrar apaixonado pelo que faz, tem que ser interessante, de fácil trato com as pessoas … estes valores afetam o relacionamento com os demais, que como já citado anteriormente, são de extrema importância.

Por fim, Mike ainda nos dá uma dica bônus - No Keyword Hiring. Para o mundo da tecnologia, o mais importante não é uma pessoa que domine as tecnologias A, B e C, mas sim que tenha capacidade de aprender novas tecnologias facilmente. Afinal de contas, como já é jargão, o mundo da tecnologia se transforma muito rapidamente, e é muito melhor contar com profissionais que se adaptam facilmente, do que com dinossauros que só conseguem trabalhar com uma coisa só.

Nota: este post é só um comentário sobre o artigo de Mike Cannon-Brookes, Life Is A Hire Way: 5 Tips For Startup Hiring. Recomendo a leitura de seu artigo.

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Joel, sobre o atendimento ao cliente

Este artigo do Joel sobre atendimento deveria ser lido por vários serviços de atendimento….sobretudo Claro e Telefônica.

O que mais me irrita atualmente é que apesar de serem humanos do outro lado da linha, eles agem como se fossem máquinas.

Isso me lembra uma vez que liguei para a telefônica. O objetivo era pedir pra saber se eu podia mudar a linha de telefone de casa para uma linha digital (por ton). Liguei lá e falei com uma primeira moça que verificou que era possível. Obviamente, não era ela que iria fazer a tranferência e portanto ela iria me passar para o setor responsável.

[musiquinha irritante…]

“Serviços inteligentes Telefônica, Shirley falando, em que posso ajudá-lo senhor ?”

“Boa tarde, eu gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital”

“Perfeitamente senhor. Qual o serviço desejado?”

“….gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

“…bom, eu já disse, gostaria de solicitar a transferência da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

“Bom, quais são os possíveis serviços ???”

“Senhor, este é o serviço de linha inteligente da Telefônica [NDA: HAHAHAHAHAHAHA] . O senhor faz a requisição do serviço desejado e nós passamos para o setor responsável, mesmo porque não sabemos se é possível efetuar o serviço e precisamos verificar antes. Qual o serviço desejado ?”

“….gostaria de solicitar a transferencia da minha linha para uma linha digital….”

“Sim senhor, mas qual o serviço solicitado ?”

Nessa hora desliguei.

Cursos e certificações

Estava a conversar com um amigo acerca de certificações, e achei que seria interessante colocar aqui o que penso a respeito, com o objetivo de fomentar uma discussão a respeito da importância das mesmas. Pensando um pouco mais, achei interessante falar sobre cursos também, que têm se mostrado um tema polêmico em algumas conversas.

Primeiro vamos falar de cursos: para mim cursos são ótimos para pessoas com pouca experiência, e com necessidade de obter uma rápida introdução a uma determinada tecnologia. Se a pessoa realmente quiser colocar em seu currículo que domina uma tecnologia, não basta ter 30 certificados de conclusão de curso, tem que desenvolver projetos variados fazendo uso da tecnologia.Desta forma, sugiro que se você tem interesse em aprender uma tecnologia nova e tiver condições, faça um curso sim, mas planeje algum tempo após o curso para desenvolver pequenos projetos que exercitem os diversos aspectos do que você acabou de aprender. De qualquer forma, se você tiver tempo e força de vontade, talvez você possa pular o curso, mas nunca o exercício da tecnologia.

Agora, a respeito de certificações. No meu entender, certificações são fundamentais atividades como DBA, administradores de rede e afins. Mas para uma linguagem de programação, acredito ser totalmente dispensável, exceto para pessoas com pouca experiência. Se eu avaliar um currículo para estagiário, e este possuir uma certificação em programação, certamente darei um crédito maior do que um outro que não possua a certificação. Mas em se tratando de profissionais experientes, o que mais importa é a sua experiência, e não o seu certificado. Acredito que um certificado de programação consiga avaliar o conhecimento da estrutura da linguagem, mas não a capacidade do programador de fazer uso de suas funcionalidades, nem tampouco sua habilidade como programador.

De uma forma geral, no que diz respeito a cursos e certificações, a mensagem que quero deixar é que não é possível atestar a competência de um desenvolvedor atavés destas ferramentas. A experiência é muito mais importante.

Você sabe o que é ETL ?

Eu não sabia até a poucas horas atrás.

Recebi um email com várias propostas de empregos, sendo que várias delas pediam conhecimento em ETL. Achei que fosse alguma tecnologia obscura, talvez ligada a programação em mainframes, e nem dei muita atenção.

Poucas horas depois, um colega perguntou se eu gostaria de trabalhar com data-mining e ETL para marketing. Nessa hora, o ego ferido por não saber do que se tratava falou mais alto e fui procurar no Google o significado. Achei no wikipedia: ETL = Extract, Transform, Load.

Basicamente, pegar um conjuntos de dados de várias fontas em vários formatos, tratar e filtrar os dados de interesse e consolidar tudo numa base de informações única (planilha, base de dados, arquivo…).

O engraçado é que isto foi basicamente o que eu fiz durante todo o meu mestrado: obter dados em formatos esdrúxulos, tratar, filtrar, converter para um formato mais adequado e consolidar. Fazia ETL e não sabia !!! Aliás, perguntei para várias pessoas, e nenhuma delas sabia. Confesso que me senti menos ignorante.
Engraçado como o mercado em geral, e o de tecnologia em particular, precisa criar siglas para tudo. Em alguns casos é justificável, como por exemplo em nomes de modelos ou algoritmos. Mas neste caso, me parece o mesmo que definir o processo SCP: Search, Copy and Paste.

Mas nomes são bons para dar visibilidade, e dar uma certa aura. O melhor caso é AJAX, que todo mundo fala, mas que nada mais é do que uma sigla bonitinha para coisas que todo mundo conhece há muito tempo.

Go Firefox !

Firefox hits 20 percent mark in Europe

Dados medidos pela empresa XiTi mostram que em média 20% de europeus utilizam o navegador Firefox, com destaque para França, Slovenia e Alemanha, com mais de 30% de uso. A matéria do Ars ressalta o fato que a última medição foi efetuada num domingo, o que torna a pesquisa menos confiável. De fato, a maioria das empresas usa IE, e como no domingo ninguém (ou quase ) trabalha, esta massa de usuários ficou de fora.

Doi scomentários devem ser feitos a respeito desta ressalva:

1) Na matéria original da XiTi
(em francês), a mesma ressalva é feita. Mas um quadro comparativo mostra que a média de uso do Firefox durante a semana fica apenas levemente abaixo da média do final de semana.

2) O fato que no final de semana a média é maior mostra que usuários dométicos tendem a preferir o Firefox em relação ao IE…

Outro ponto interessante é que a América do Sul e Central é, segundo a XiTi, o continente que menos usa Firefox (5.79% em média, contra 15.88% na América do Norte e 20.11% na Europa).

Depois do fracasso do péssimo Netscape 6 e 7, finalmente temos um browser que parece ameaçar o todo poderoso IE. E com muita qualidade.

Organizando a vida digital

Já ouviu falar em Streamload ?Se você tem toneladas de fotos, vídeo e áudio digitais e quer disponibilizar para outras pessoas ou simplesmente fazer backup de segurança, então talvez devesse dar uma olhada.

O Streamload é um serviço que oferece espaço na internet para armazenar e organizar arquivos e possibilita disponibilizar os arquivos para outras pessoas baixarem. Dito assim, à primeira vista o serviço é mais um disco virtual. Não exatamente….exstem alguns diferenciais.

Escolhendo o pacote gratuíto, o sistema disponibiliza 10GB de espaço para seus arquivos, e 100MB de download por mês (bastante restritivo…mas a idéia é que o modo gratuíto seja um demo). No modo pago, a taxa de download por mês vai de 1GB ($4) até 720GB ($400), e o espaço disponibilzado para armazenar arquivos é ilimitado.
Os arquivos podem ser enviados via um applet java do site que permite upload em batch de até 1GB, via FTP, ou via um aplicativo que pode ser obtido no site gratuitamente.

Para disponibilizar os arquivos, existem duas formas: via email ou via site. Via email, o sistema gera uma chave temporária que permite que as pessoas que receberam o email baixem os arquivos uma vez. Via site, é possível criar pastas públicas, ou com senha e/ou restrição por IP. É possível transferir arquivos entre contas do streamload também.

Quaero: concorrência para Google ?

A Europa tem feito um esforço bem grande nos últimos anos para criar sistemas e padrões próprios, em geral se contrapondo a Estados Unidos. Alguns exemplos:

  1. Airbus, concorrente da Boeing
  2. GSM, padrão europeu aberto de telefonia celular concorrente do CDMA, propretário da Qualcomm (americana)
  3. Sistema de televisão digital europeu
  4. Projeto Galileo, que pretende permitir que a Europa tenha seu sistema próprio de localização global, dispensando o uso do GPS, que pertence às Forças Armadas Americanas

A mais nova tentativa é o projeto Quaero, que pretende desenvolver uma ferramenta de busca e indexação em textos, áudio e vídeo para concorrer com o Google. O projeto é uma iniciativa dos governos frances e alemão e será desenvolvido com o apoio de empresas de telecom, como Thomson, France Telecom e outras. O investimento estimado é de 360 milhões de euros em 5 anos.

Quer ler mais sobre isso ?

Folha Online - Informática - Europa cria alternativa à hegemonia do Google - 28/12/2005

Robert Havas, Thomson: «Un moteur de recherche multimédia franco-allemand devrait naître d’ici deux ans» - Actualités - ZDNet.fr

VNUnet.fr - La référence IT des nouvelles technologies

Página de 1 milhão de dólares

O interessante da internet é que todos podem desenvolver suas idéias, por mais loucas que sejam. E melhor ainda: sempre se pode encontrar alguém disposto a bancar as ditas cujas.

A 1 million dollar home page é um exemplo disso. Um estudante americano resolveu criar uma página para vender pixels. Ou melhor , blocos de 10×10 pixels a 1 dolar cada pixel (ou seja, 100 dolares cada bloquinho). Em cada bloco comprado, o comprador ganha um link para sua homepage, e pode colocar um logo, desenho, símbolo, ou qualquer outro elemento gráfico que caiba no espaço contratado. Qual a vantage para o comprador ? Link para sua página. E um link para uma página, na lógica da internet dominada pelo sistema de busca do google, é extremamente importante. (Quer saber porque ? Leia o artigo sobre o google rank aqui)

Resultado: o cara vendeu 800.000 dólares.

Um dia ainda vou ter uma idéia dessas.

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