Google Flight Simulator

Eu não sei vocês, mas como bom amante de aviação vira e mexe eu me pegava brincando com o recurso de perspectiva do Google Earth e ficava fingindo que estava voando sobre as paisagens fotorealistas. Bem, agora não preciso mais fingir: a nova versão do Google Earth traz um mini simulador de vôo embutido. Para ativar, basta apertar Command + Alt + A (maiúsculo) no Mac, ou Ctrl + Alt + A (maiúsculo) no Windows.

Seleção do avião

O sistema permite escolher entre dois aviões (um monomotor ou um caça de guerra) e escolher um aeroporto numa pequena lista. Os controles não são dos mais sensíveis, e tenho dúvidas do realismo da física do vôo. Mas dá pra se divertir bastante. O vôo sugerido com decolagem em Katmandu permite sobrevoar montanhas belíssimas (Himalaia?). O visual vale a pena.

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Folding@HOME e PS3 (ou “Os vídeo-games e a inovação na computação - parte 3″)

Andei meio distante deste blog nos últimos três meses por diversos motivos mas voltando a escrever, queria falar de um mesmo assunto sobre o qual eu estava falando da última vez que eu escrevi aqui: Os vídeo-games e a inovação na computação. Para quem tiver interesse em ler os dois primeiros artigos sobre este assunto eles estão aqui e aqui.

Desta vez queria falar sobre como todo o poder de processamento dos novos vídeo-games podem ser usados para… não rodar jogos! Mas, se não formos rodar jogos em vídeo-games, o que faremos com eles?

Bom, como disse no primeiro artigo sobre este assunto, pelo menos dois dos vídeo-games desta nova geração, o PlayStation 3 e o XBox 360, na minha opinião, tem como objetivos se tornarem as centrais de entertenimento da casa, gerenciando conteúdo e conectando todos os dispositivos multimídia de uma casa. Mas além disso, pelo menos o PlayStation 3, já nasceu como um computador completo. Desde que foi lançado era possível conectar um teclado e um mouse a ele, rodar Linux e, com isso, usá-lo como um desktop. Vá lá que não é um desktop lá grandes coisas porque a pouco memória (só 256 MB) e o mal uso do processador Cell pela maior parte dos aplicativos do sistema operacional, que utilizam apenas um dos nove núcleos dele, tornam a experiência não muito boa.

No entanto, se bem usados todos os núcleos do processador Cell eles podem entregar até 200 GFlops, o que é muito se comparado com os cerca de 15 GFlops de um Athlon 64, por exemplo. No caso do processador Cell, as aplicações que tiram maior proveito deste poder de processamento são aquelas que possuem grande parte do seu trabalho concentrado em processamento matemático pesado e intenso.

E daí? E daí que se as aplicações forem bem escritas, podem usufruir de todo este poder de processamento e se tornarem muito poderosas. Um bom exemplo disso são as aplicações do BOINC. Para quem não conhece o BOINC, ele é um projeto criado pela Berkeley University. BOINC significa “Berkeley Open Infrastrucutre for Network Computing”. Ou seja, é basicamente um projeto que cria aplicações clientes para diversas plataformas que utilizam o tempo de processamento ocioso em computadores distribuídos em rede (na Internet, por exemplo) para processar coisas que um computador sozinho levaria milhares de anos para processar, mesmo que ele fosse bem poderoso. A rede criada pelo BOINC já possui diversas aplicações e uma das mais antigas e populares é o Folding@Home. O Folding@HOME utiliza a infra-estrutura do BOINC para fazer cálculos poderosos sobre como átomos e moléculas se juntam para formar proteínas. A formação de proteínas é um processo complexo e a forma espacial das moléculas de proteínas é importantíssima na função que elas exercem nos organismos vivos. O Folding@Home realiza cálculos para tentar entender como se dá o processo de empacotamento e desempacotamento das moléculas de proteínas e qual é a influência destes processos no desenvolvimento de doenças. Para quem quiser saber mais sobre o BOINC e o Folding@Home, pode ver aqui e aqui.

As aplicações do BOINC são um exemplo prático de aplicações que necessitam de grande poder de processamento. E, pensando nisso, o pessoal do Folding@Home ficou de olho grande no poder de processamento do processador Cell presente no PlayStation 3 e desenvolveu um cliente específico para esta plataforma para utilizar o poder de processamento ocioso dos vídeo-games! Ou seja, se você não estiver jogando, vai poder ajudar pesquisas importantes para o avanço da humanidade. Para se ter uma idéia da “ajudinha” que os PlayStation 3 estão dando para o Folding@Home, eles representam cerca de 10% dos processadores sendo utilizados de forma distribuída por esta aplicação, mas, por outro lado, entregam mais da metade do poder de processamento atual! Para maiores informações sobre isso, basta clicar aqui. Uma ajuda e tanto vindo de vídeo-games! Quem poderia imaginar algo assim há algum tempo atrás?

O ponto importante disso tudo é que o nível de convergência que estamos vivendo atualmente das várias tecnologias e mídias de distribuição de conteúdo estão fazendo com que coisas antes centradas apenas em entertenimento, como vídeo-games, já estão sendo pensadas hoje também como componentes centrais de sistemas distribuídos em todo o mundo. E, como vimos, não estou falando de jogos online.

Wii (ou “Os vídeo-games e a inovação na computação - parte 2″)

Continuando a falar um pouco sobre vídeo-games e o impacto que eles causam na evolução da computação (meu primeiro post sobre este assunto você encontra aqui) eu vou falar um pouco do Wii, o vídeo-game de sétima geração da Nintendo.

Wii

Olhando por fora, o Wii parece bonito. Mas todos os vídeo-games de sétima geração investiram bastante na sua imagem externa. O melhor mesmo está naquilo que os olhos não vêem (pelo menos em um primeiro momento).

Por um lado tem os processadores do Wii. O processador central é um IBM Broadway, um processador basedo em PowerPC. Como eu disse no primeiro artigo desta série, não é à toa que todos os vídeo-games de sétima geração possuem processadores IBM: eles tiram proveito da robustez das tecnologias desenvolvidas nos últimos anos pela IBM para a família de processadores Power para o mercado de processadores de servidores, que exigem uma alta carga de trabalho. Além disso o Wii vem com um processador gráfico da ATI, o ATI Holywood. Isso por si só coloca este vídeo-game com capacidade de processamento para torná-lo um representante da nova geração de vídeo-games.

É claro que, apesar do aumento do poder de processamento em relaçao ao GameCube, o vídeo-game de sexta geração da Nintendo, este, digamos assim, não é o grande diferencial deste console. Em relação aos outros consoles de sétima geração, o XBox 360 da Microsoft e o PlayStation3 da Sony, o Wii nem é assim tão poderoso em relação à sua capacidade de processamento. Apesar de existirem muito poucas informações oficiais a respeito do IBM Broadway, certamente ele possui uma arquitetura bem mais simples que a dos processadores multi-core presentes no XBox 360 e no PlayStation 3.

O Wii também tem todas aquelas coisas que os vídeo-games de sétima geração trazem: suporte a Wi-fi, Bluetooth, USB, adaptadores para redes locais, leitura de mídias óticas, etc. Além disso, ele também é compatível com os jogos do GameCube e consegue se conectar por rede sem fio com o Nintendo DS, o atual console de mão da Nintendo. Mas tudo isso, apesar de muito legal, também não é o que faz do Wii único.

O grande diferencial do Wii, para mim, é a forma pela qual os usuários interagem com os jogos e outros eventuais programas rodando no console. O nome inicial do projeto do Wii era “Revolution e, apesar da mudança do nome no laçamento do console, a forma de interação com o Wii é realmente revolucionária.

A Nintendo desenvolveu um controle sem fio, o Wii Remote. Até ai nada demais. Só que este controle é dotado da capacidade de perceber a sua posição, a direção em que ele é apontado e a velocidade em que se movimento no espaço, ou seja, ele possui um acelerômetro dentro dele. Desta forma, o Wii permite que o usuário interaja com os programas na tela através do movimento e da direção do controle.

Isto torna possível, por exemplo, que uma pessoa jogando um jogo de tênis para o Wii não fique apenas apertando os botões para que o seu “hominho” no jogo vá de um lado para o outro da tela e aperte um outro botão para “acionar” a raquete do “hominho”. Agora é possível realmente jogar tênis, se posicionando na frente da tela e, com o Wii remote, fazendo o seu “hominho” ir para um lado ou outro da quadra quando você se movimenta com o controle na frente da tela e fazendo com que o “hominho” rebata a bola quando você fizer o movimento certo com sua raquete virtual, representada pelo Wii remote, na frente da tela. Imaginem quantas novas possibilidade não podem se abrir a partir desta forma revolucionária de interação com os computadores?

Além disso, o Wii remote é expansível, o que permite a conexão de outros controles ao controle principal. Por exemplo, existe uma extensão, chamada de Nunchuk, que é parecida com um manche de avião e possui os velhos botões direcionais dos controles de arcade. Ele também possui um acelerômetro e você pode usar um Nunchuk em uma mão e um Wii Remote em outra durante um jogo! Além disso você pode conectar controles de alguns vídeo-games anteriores ao Wii Remote e jogar seus jogos do GameCube com o mesmo controle, ou, em outras palavras, com a mesma interface que você estava acostumado.

Toda esta realidade adicional, obviamente, empolga os jogadores. Não é à toa que a Nintendo está fazendo recall dos Wii Remote para subsitutir a presilha que vem com o controle para segurá-la junto ao punho do jogador: a presilha não foi feita forte o suficiente para suportar a força que está sendo imprimida por alguns jogadores no controle e os Wii Remote estão literalmente voando das mãos em alguns casos!

Esta nova forma de interação está fazendo com que o Wii, anunciado no final do ano passado, perto do lançamento do PlayStation 3, da Sony, esteja sendo mais popular e mais vendido que seu rival em muitos lugares, mesmo sendo o PlayStation 3 o vídeo-game mais aguardado dos últimos anos.

Esta nova forma de interação também pode abrir novos caminhos para a computação e para a forma como interagimos com as máquinas hoje em dia. Pode inspirar muitos sistemas no futuro. Sejam eles jogos ou não.

Mentes ociosas criam …. GoogleFight !

Escolha duas palavras. Va até o site do GoogleFight e digite as palavras nos campos de texto. Aperte o botão “Make a Fight”. O resultado da luta: ganaha a palavra que aparecer mais vezes no google. Além disso, existe a opção de se rodar “lutas” pré determinadas, como Harry Potter contra o Cálice de Fogo, ou Bush contra Katrina.

A real utilidade disso ? Duvidosa. Mas é inegavel que medir o número de ocorrências de uma palavra no google pode ser uma medida informal de popularidade. E pode ser um bom passatempo, caso todos os outros falhem.

Nova Modalidade Esportiva: YETI SPORTS

Não aguenta mais fazer o que está fazendo e não tem como sair da frente do computador pra ir pegar sol em uma praia, ou então tomar um chopp gelado no boteco da esquina ????

Yeti Sports…não resolve o problema da praia, mas pelo menos refresca a cabeça por alguns instantes.