Bomba do leitor

Plagiando a sessão da revista Mac+ mostro aqui um “bug” enviado por Roberto Endo (também conhecido como o rendo). O bug não é de um produto da Apple, mas sim do Google.

bug_google.gif

Os usuários assíduos dos produtos do Google reconhecerão na imagem acima um pedaço da tela de configuração. O interessante é que uma dada sequência de comandos (que o Roberto não revelou) faz aparecer a linha de javascript na barra inferior do browser. Não sei vocês, mas eu achei no mínimo curioso o if(0 != 1)….

Code review

O Google adicionou uma nova funcionalidade ao seu Google Code: sistema de Code Review, ou revisão de código. A idéia é bem simples: permitir que colegas e pares de projeto possam revisar e comentar o seu código. Isto ajudaria a aprimorar a qualidade do código e reduzir o número de bugs, uma vez que um olhar externo atento pode captar coisas que aos olhos do desenvolvedor se tornam invisíveis (se não me engano, esta é um pouco a idéia por trás do Pair Programming preconizado pelo XP).

Eu acho este processo muito interessante, mas até hoje nunca vi aplicado de forma sistemática dentro de uma equipe. Muitas vezes, quando escrevo algum código complexo (envolvendo muita matemática, baixarias em bits ou algoritmos bisonhos), peço pra alguém dar uma olhada e ver se está tudo OK. E muitas vezes eu dou uma olhada no código dos meus colegas, sobretudo dos mais inexperientes. Ajuda muito. Gostaria de conseguir colocar isso dentro do processo de desenvolvimento da minha equipe de projetos.

Voltando ao Google Code, a interface para a revisão de código é extremamente simples e intuitiva: entre no modo de visualização do código do repositório, abra um arquivo fonte, clique na linha que deseja comentar e salve. Simples e eficiente!

googlecode1.png

googlecode2.png

Aliás, fiquei feliz em ver que a interface de visualização de arquivos do Google Code evoluiu. Deu até vontade de retomar o projeto da Juice Lib. Alguém querendo ajudar?

Google + seu dominio = esquema profiça de email

Hoje em dia, ter um domínio próprio é tarefa simples e barata. Inclusive no Brasil, desde que a Fapesp começou a permitir registro de domínios com CPF. Achar bons servidores de hosting também é bastante simples. No meu caso, uso e aconselho fortemente o Webfaction. Mas a lista de opções é grande.

Problema mesmo é a questão do email. As ferramentas oferecidas para este fim por estes servidores de hosting em geral são bem  limitadas, tanto em termos de interface quanto em termos de sistemas de anti-spam. Não tem jeito, o Google nos deixou muito mal acostumados com o GMail e suas incríveis funcionalidades.

Mas, espertos dos jeito que são, criaram uma solução à altura e com uma opção gratuíta: Google Apps (a não confundir com Google Apps Engine). A idéia é simples: vc pode criar uma conta para o seu domínio, e dentro dela, criar várias contas de email, acesso ao calendar, gtalk  e documents compartilhado para os membros do domínio. A opção gratuíta oferece uma conta de 6GB para cada usuário, e a paga, 25GB. As funcionalidades são exatamente as mesmas daquelas oferecida pelo Google Documents, Google Calendar e GMail.

Para fazer a configuração completa, é preciso mexer em configurações avançadas do DNS do seu servidor, como os MX Records e CNAME. Isso permite redirecionar todo o fluxo de emails para o Google e permite criar URLs personalizadas, como por exemplo mail.meudominio.com. O lado ruim é que é necessário ter um sistema de hosting que permita mexer nestes parâmetros.

Resumindo: Google Apps é uma solução de altíssima qualidade e baixíssimo custo para oferecer um sistema de email para seu blog, grupo ou empresa.

E agora Android?

Eu estava quase passando despercebido por uma notícia da semana retrasada. Parecia até uma notícia não muito relevante, mas pensando bem, achei que valia a pena comentar, já que este foi um assunto já discutido antes aqui neste blog.

Fiquei sabendo pelo blog do Doug Schaefer, principal mantenedor do CDT, que a Nokia tinha adquirido controle total sobre a Symbian. Em princípio a notícia não é muito impactante porque a Nokia já era uma das principais acionistas da Symbian. E era obvio que a Nokia tinha interesse direto no Symbian, que é um dos sistemas operacionais muito usados em SmartPhones. So far, so good.

Mas, como está no anúncio da Nokia, o propósito não é apenas controlar a Symbian. O objetivo final é abrir o código-fonte do Symbian OS sob licença EPL (Eclipse Public License), criando a Symbian Foundation. Com isto, a Nokia, que é a maior fabricante de celulares e de plataformas móveis atualmente, faz frente ao anúncio do Android feito pelo Google e da Open Handset Alliance o ano passado.

O mais interessante, no entanto, é observar o que vai acontecer daqui para a frente. O Android, até onde eu sei, é apenas a descrição de um padrão. Ele pode ter várias implementações. E apesar de a Nokia não fazer parte da Open Handset Alliance, muitas das outras empresas que junto com ela estão promovendo a abertura do código do Symbian fazem. Para a Nokia, como detentora do posto de líder de mercado, o importante era fazer um movimento dizendo que ela não está a revelia dos últimos acontecimentos em relação à criação de padrões abertos no mercado de celulares. Resta saber o que ela e seus parceiros no Symbian OS vao querer fazer com o Symbian OS de código-aberto: continuar com ele  sendo algo separado do Android ou torná-lo um sistema compatível com o padrão da Open Handset Alliance.

Flash entrando na onda de SEO

Adobe anuncia que Google e Yahoo irão começar a indexar conteúdo de páginas com Flash. Isto porque a empresa forneceu uma versão especial do Flash Player que permite que os buscadores indexem todo o conteúdo de um arquivo SWF. Segundo o blog do Ryan Stewart, evangelizador da Adobe,

“We are giving a special, search-engine optimized Flash Player to Yahoo and Google which is going to help them crawl through every bit of your SWF file”.

É interessante notar que inicialmente, o indexador do Google irá apenas analisar textos e URLs contidas no arquivo. Imagens e vídeos ficam de fora:

How does Google “see” the contents of a Flash file?
We’ve developed an algorithm that explores Flash files in the same way that a person would, by clicking buttons, entering input, and so on. Our algorithm remembers all of the text that it encounters along the way, and that content is then available to be indexed. We can’t tell you all of the proprietary details, but we can tell you that the algorithm’s effectiveness was improved by utilizing Adobe’s new Searchable SWF library.

Mais informações podem ser encontradas no blog para Webmasters do Google.

Easter Egg no Google Reader

Entre no Reader, digite a seguinte sequencia no teclado:

cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, b, a

A palavra Ninja! irá aparece na busca, a barra a esquerda irá ter um skin diferente e todos os contadores ficarão com valor 30 (mensagens não lidas). A referência nerd da coisa (obrigado Thomas) é que existe um jogo chamado Contra, do Nintendinho, onde esta sequência dá ao jogador 30 vidas. Esse código também é chamado de Konami Code, e é bem documentado pela Wikipedia em http://en.wikipedia.org/wiki/Konami_Code.

Mais um daqueles códigos que o pessoal dava a vida para conseguir, e que eu sempre fui incapaz de aprender de cor!

Google Chart API

Na série “pequenos serviços que a Google oferece gratuitamente en passant e que podem ser uma mão na roda”, acabei de ver o anúncio do Google Chart API. Simples: crie uma URL, e o Google te retorna uma imagem com um gráfico.

Alguns exemplos, criados dinamicamente:

http://chart.apis.google.com/chart?cht=lc&chs=200x125&chd=s:helloWorld

http://chart.apis.google.com/chart?cht=lc&chs=200x200&chd=t:50,20,60,10,5

Não que isto seja a última bolacha do pacote, existem muitas boas APIs para gerar gráficos por aí open source. Mas pode ser útil para quem não pode instalar coisas no servidor e precisa de gráficos simples. A API oferece gráficos de linha, puiecharts, gráficos de Venn, gráficos de barras, gráficos de pontos e outros.

E a API está bastante bem documentada: http://code.google.com/apis/chart/ .

Android Developer Challenge

Se uma empresa produz sistemas operacionais e deseja que a sua plataforma domine o mercado, ela tem duas opções:

  1. Colocar o seu CEO num palco de uma conferência, e pedir que ele fique gritando “developers, developers, developers” até perder a voz.
  2. Prover um ambiente de incentivo econômico para que desenvolvedores utilizem a sua plataforma, no lugar de outras alternativas.

Imagino que o pessoal da Google tenha respeito por suas cordas vocais, pois eles optaram pela segunda opção. Foi anunciado o Android Developer Challenge. A “competição” prevê prêmios para pessoas que desenvolvam novos aplicativos para a plataforma Android, totalizando até US$10 milhões.

Enquanto não há nenhum handset fabricado e pronto para o mercado, os prêmios serão pagos para as melhores propostas e idéias mais promissoras que possam fazer uso da tecnologia oferecida pelo Android. Até o começo de março de 2008, serão aceitas propostas de aplicativos. As 50 melhores propostas receberão um prêmio de US$ 25 mil. Depois disso, quando os celulares começarem a entrar no mercado e os aplicativos já puderem ser testados em campo, serão premiados os 20 melhores (entre os 50 qualificados), com prêmios de US$ 100 mil e US$ 275 mil.

A iniciativa é um reflexo dos tempos. Numa época em que aparelhos celulares são oferecidos de graça por operadoras de telefonia e que esses aparelhos são capazes de rodar sistemas operacionais livres, gratuitos e de qualidade, é difícil conseguir penetração em um mercado maduro. A alternativa, então, passa a ser fomentar desenvolvedores e criar um ecossistema de inovação na sua plataforma.

Alguém aí quer participar? Entre em contato.

Como usar Firebug

Desenvolve interfaces web com CSS, HTML, Javascript e requisições assíncronas e não conhece o Firebug? Meus pêsames…

Acho que o Alexandre falou algo do gênero no post sobre YSlow. Bom, caso queira saber o que é Firebug, dê uma olhada neste meu post e no site do dito cujo.

Se você já descobriu as maravilhas de ter o apoio desta ferramenta para desenvolver interfaces web, mas quer saber mais detalhes sobre o seu funcionamento, aconselho este artigo do Google Developer Knowledge Base.

Google Flight Simulator

Eu não sei vocês, mas como bom amante de aviação vira e mexe eu me pegava brincando com o recurso de perspectiva do Google Earth e ficava fingindo que estava voando sobre as paisagens fotorealistas. Bem, agora não preciso mais fingir: a nova versão do Google Earth traz um mini simulador de vôo embutido. Para ativar, basta apertar Command + Alt + A (maiúsculo) no Mac, ou Ctrl + Alt + A (maiúsculo) no Windows.

Seleção do avião

O sistema permite escolher entre dois aviões (um monomotor ou um caça de guerra) e escolher um aeroporto numa pequena lista. Os controles não são dos mais sensíveis, e tenho dúvidas do realismo da física do vôo. Mas dá pra se divertir bastante. O vôo sugerido com decolagem em Katmandu permite sobrevoar montanhas belíssimas (Himalaia?). O visual vale a pena.

gefs2.jpg

Mais uma do Google

Acabei de descobrir o site Google Code for Educators, que contém uma série de tutoriais sobre tecnologia. Dei uma olhada no curso de AJAX, parece ser bem feito. Além disso, o sistema oferece alguns vídeos de palestras e um sistema de busca especializado em material didático e científico.

Mentes ociosas criam …. GoogleFight !

Escolha duas palavras. Va até o site do GoogleFight e digite as palavras nos campos de texto. Aperte o botão “Make a Fight”. O resultado da luta: ganaha a palavra que aparecer mais vezes no google. Além disso, existe a opção de se rodar “lutas” pré determinadas, como Harry Potter contra o Cálice de Fogo, ou Bush contra Katrina.

A real utilidade disso ? Duvidosa. Mas é inegavel que medir o número de ocorrências de uma palavra no google pode ser uma medida informal de popularidade. E pode ser um bom passatempo, caso todos os outros falhem.