Archive for the 'Produto' Category

News4Dev

Um dos objetivos da família 4Dev é oferecer um conjunto de ferramentas e plataformas onde profissionais de TI se encontrem e troquem informações. E é nesta linha que adicionamos mais um sistema: o news4dev.

A idéia é simples: os usuários enviam links, e o sistema permite que outras pessoas votem nas notícias favoritas e comentem. Um misto de forum com sistema de recomendação.

Quanto mais gente participar, melhor.

Coisas legais para se fazer com um Wiimote e o Projeto Natal

Esta nem é tão nova assim, mas se alguém ainda não viu acho que vale a pena ver.

O Wii é hoje talvez o vídeo-game de última geração que mais unidades vendeu. E muito disso certamente se deve ao novo modo de interação com o usuário que ele introduziu, já que em termos de inovação e evolução de tecnologia de processadores, por exemplo, ele fica bem atrás de seus concorrentes XBox 360 e PlayStation 3. Já falei um pouco sobre isso aqui. Nesse post, inclusive, disse que achava que esta nova forma de interação do Wii poderia introduzir novas alternativas para a computação de uma forma geral. Este post atual é sobre isto.

Todo este novo modo de interação com o usuário introduzido pelo Wii é responsabilidade do Wiimote, o controle do vídeo-game. O que talvez nem todo mundo saiba é que é possível utilizar o Wiimote para tarefas que não aquelas para as quais ele foi originalmente desenhado, ou seja, ser apenas um controle de vídeo-game.

Os vídeos abaixo mostram ao menos três coisas muito legais que são possíveis de se fazer com um Wiimote. Basicamente elas utilizam o fato de o controle ter uma câmera infra-vermelha embutida para captar movimentos e o fato de ele também ser um dispositivo bluetooth para enviar estas informações para um programa rodando em um computador. Este programa traduz as informações captadas pela câmera em ações no computador.

Mais informações sobre os projeto de Johnny Lee podem ser encontradas aqui.

Apesar de eu não conhecer nenhuma, imagino que existam ferramentas comerciais capazes de prover estas funcionalidades. O que mais me chamou a atenção nestes casos foi a simplicidade e a maneira quase prosáica com que foi possível montar sistemas de interação relativamento complexos e capazes de obter informações mais parecidas com aquelas que o ser humano está acostumado a lidar, como movimentos naturais do corpo.

Por outro lado, também é interessante pensar nos tipos de aplicações em que estas soluções podem ser utilizadas. Fico imaginando quantos artistas plásticos que trabalham com mídias digitais ou arquitetos e engenheiros que trabalham com desenho técnico conhecem estas tecnologias e o quanto elas poderiam auxiliar o dia-a-dia deles.

Estas soluções nos aproximam cada vez mais de cenários pensados em filmes e livros de ficção científica. Um outro salto nesta direção está sendo dado pelo Projeto Natal da Microsoft (que, por sinal, é liderado por Alex Kipman, um brasileiro — veja uma entrevista dele para a revista Exame aqui). O propósito é relativamente parecido com a proposta dos projetos do Johnny lee, mas agora são utilizadas imagens reais captadas por uma câmera normal. Inicialmente pensado para o XBox 360, certamente o Projeto Natal também será extendido para PCs no futuro. O primeiro dos vídeos é o vídeo institucional de lançamento do sistema. Achei ele bem marketeiro e tenho dúvidas sobre quanto do que é mostrado já é realidade. Já o segundo me parece mais com um tipo de aplicação demo que é desenvolvida para o teste de um sistema deste tipo. De qualquer forma, tendo uma empresa como a Microsoft por trás destas campanhas de marketing, é difícil dizer qual o estágio de amadurecimento deste sistema apenas pelos vídeos na Internet. Só vendo uma demonstração real para saber mesmo.

De qualquer forma, eu não ficaria surpreso se estivermos interagindo com computadores das maneiras como foram propostas acima em poucos anos.

Problemas com c-cedilha no Linux

Eu não consigo entender como, até hoje, ainda é possível que eu tenha problemas com coisas simples no Linux como, por exemplo, o c-cedilha.

Como já disse em posts anteriores, eu uso bastante Fedora com Gnome por questões profissionais e, até hoje, eu nunca consegui instalar um Fedora que viesse com o c-cedilha funcionando “corretamente” out-of-the-box no Gnome com as configurações de linguagem e teclado que eu uso (sistema em inglês e teclado US com deadkeys). Pelo menos não do Fedora 4 ao Fedora 10, que foram os que eu usei. Eu não me incomodava muito com isso porque, depois de um tempo, acabei me acostumando a editar na mão o arquivo /etc/gtk-2.0/i386-redhat-linux-gnu/gtk.immodules adicionando o trecho em vermelho na linha abaixo: "/usr/lib/gtk-2.0/2.10.0/immodules/im-cedilla.so" "cedilla" "Cedilla" "gtk20" "/usr/share/locale" "az:ca:co:fr:gv:oc:pt:sq:tr:wa:en" como está “documentado” em vários fóruns na Internet. Eu vivia em paz com isso. A única coisa relativamente chata era ter que editar o arquivo toda vez que o gtk fosse atualizado. Como eu atualizo diariamente a minha máquina, isso acabava acontecendo vez ou outra. Mas, como eu disse, eu estava em paz com este overhead.

O único problema que eu tinha era o Skype. O Skype é feito em cima do Qt, que é uma biblioteca do KDE e, por isso, não obedece as configurações do Gnome. Lá, toda vez que eu digitava “acento-agudo-c” saia ‘ć’. Mas, tudo bem, eu nem falo com tanta gente via chat pelo Skype mesmo. Dava pra levar.

Até que, este ano, uma nova necessidade surgiu: eu precisei começar a escrever mais ativamente textos em Latex. Bom, acho que já exprimi meu descontentamento com soluções derivadas do Latex neste blog mas este não é o assunto deste post. Digamos que não havia muita escolha, então eu fui em frente. No entanto, depois de conversar com algumas pessoas, o melhor software para edição de arquivos .tex que me apareceu até agora foi o Kile. O problema é que o Kile também faz parte do KDE e, portanto, não segue a configuração de c-cedilha do Gnome. Mas, agora, isso passava a ser um problema ingerenciável. Afinal de contas, como escrever textos científicos, em português, sem c-cedilha?!

<flame>

Por favor, caso alguém saiba, ajude-me a esclarecer esta dúvida: Quem é que, por Deus, possui um ‘c’ com acento agudo em sua língua? ć?! Qual é o som disso?! Dúvido que mais povos usem ć do que ç para eles alterarem este comportamento no Linux. Antigamente (há uns 7 anos) não existia ‘ć’, porque agora existe? Me fala ai quem é que foi que alterou isso!

</flame>

Tentei resolver este “probleminha” de várias formas. No meio do caminho eu até descobri que <Alt+c> no Linux produz c-cedilha também. Quer dizer, apenas quando se usa o <Alt> direito (<Alt Gr> se não me engano), mas já é alguma coisa. Tá aí: até então eu nem sabia porque em alguns teclados os <Alt> tinham nomes ligeiramente diferentes. Afinal, porque nomes diferentes para a mesma tecla? Como eu era ingênuo…

Mas eu me recusava a me adaptar ao sistema. O sistema tinha que se adaptar a mim! Claro!

Bom, depois de ler vários fóruns, depois de tentar várias coisas, depois de perder a paciência inúmeras vezes… eu desisti. E passei a pensar que, se existem várias pessoas que adoram Mac OS e se submetem a utilizar seqüências exdrúxulas de caracteres para ter coisas como c-cedilha, eu também poderia me adaptar ao <Alt+c>. Não gosto de me nivelar por baixo, mas fazer o que? Ah, antes que alguém me jogue pedras… nivelar por baixo neste caso. Eu nem mesmo uso ou usei Mac OS, mas já li em alguns lugares no passado que esta limitação existia em teclados da Apple. E isso para mim era um ultraje para um sistema que todos diziam ser amigável.

Bom, o fato é que pouco mais de dois meses depois de me rebaixar a aceitar o <Alt+c> como solução para o c-cedilha eu nem mesmo percebo mais. Estou totalmente adaptado. Sem problemas. E sem ter que editar o arquivo de configuração do gtk toda vez que ele é atualizado.

Mas, apesar de já estar adaptado e de provavelmente não querer mais voltar atrás, eu ainda digo: no Windows eu nunca tive este problema.

Nota: Engraçado, nos últimos tempos eu ando falando mal do Linux em diversos posts. Antes que algumas pessoas achem que eu não goste do Linux, tenho que dizer que, muito pelo contrário, o Linux é o sistema operacional onde eu me sinto mais a vontade. Porém isso não quer dizer que eu não veja defeitos nele. Aliás, provavelmente eu vejo muito mais problemas nele do que em outros sistemas operacionais porque simplesmente eu passo quase que a totalidade do meu tempo na frente de computadores rodando Linux devido ao meu trabalho.

Call to arms

O pessoal que lê o blog já deve conhecer o Job4Dev e já sabe que ia virar um projeto open source para um serviço de anúncios de empregos. Então não vou ficar batendo nessa tecla.

O que eu quero tratar nesse texto é que, mesmo não tendo feito nenhuma promessa, eu não quero que esse projeto tenha o mesmo destino do Duke Nukem Forever. Como o editor-chefe adora dizer: “Real Artists Ship”.

E finalmente está chegando a hora de lançar o novo Job4Dev. Para os mais curiosos, temos uma versão de testes rodando aqui. Vou tentar acabar com os bugs mais óbvios e pretendo colocar essa versão no ar até o fim dessa semana.

O motivo para esse post, então, é fazer um chamado a qualquer um que tenha vontade de participar em um projeto open source, independente de experiência,área de competência ou grau de comprometimento. Não importa se você só trabalha com Javascript em client-side, ou se o que você quer usar o código no Google App Engine, ou se você só tem uma hora por mês livre; qualquer contribuição e participação será bem-vinda. Na verdade, se tudo que você quiser fazer for me enviar bug report com o comentário “Your code sux”, será bem vindo – se vier junto com repro steps. ;)

O código está no Github, e temos um espaço no assembla para a gerência do projeto.

Cabe apontar que uma das coisas que mais me tomou tempo foi o fato de que eu transformei uma aplicação em duas e abri espaço para uma terceira.

Para os que não estão familiarizados com o Django: o Django trabalha com a idéia de “aplicações”, módulos plugáveis que podem compor o seu site. Se antes tinhamos uma única aplicação, para lidar com “vagas”, agora temos uma aplicação para “vagas” e “empresas”. O objetivo é criar um banco de dados das empresas, conhecer empresas de um mesmo mercado, concorrentes, coletar comentários de pessoas que trabalham e/ou trabalharam lá, etc.

A terceira aplicação ainda está desativada: é uma aplicação destinada aos profissionais, estejam procurando emprego ou não.

Com uma descrição sucinta assim, fica difícil deixar o pessoal entusiasmado em participar de um projeto, vou então só dar algumas idéias de features que eu gostaria de ver funcionando:

  • Mais detalhes com informações sobre as empresas: imagine que você acabou de ser chamado para uma entrevista ou recebeu uma proposta de emprego, seria legal ter um site onde você pudesse comparar benefícios comumente oferecidos, tempo médio de permanência da pessoa na empresa (turnover rate), plano de carreira, links sobre a situação da empresa e do mercado que ela faz parte, etc.

  • Algoritmo para indicar “compatibilidade” entre profissional e empresa: uma relação profissional não deixa de requerer afinidade. Há quem prefira um salário menor em um ambiente com menos pressão. Há quem prefira empresas maiores, multinacionais, mundo corporativo. Se um profissional for capacitado e em alta demanda, um sistema que sirva para classificar as vagas de acordo com a “compatibilidade” pode ser bastante valioso, e atrair muitos usuários

  • Um serviço para o gerenciamento de processo de recrutamento: ir além de um simples banco de curriculos. Que tal manter informações sobre as pessoas após uma entrevista? Que tal um espaço onde o líder técnico pode deixar registrado as notas sobre um candidato? Que tal um sistema tão simples que permita a empresas pequenas e médias que o processo de recrutamento seja feito diretamente pelas pessoas que vão trabalhar no projeto?

Chega. Já escrevi demais. Se quiser participar, entrar em contato é fácil. Comentários aqui, ou email para {raphael e/ou miguel}@log4dev.com.

Integrando MailMan com servidor SMTP autenticado

Nota para referências futuras minhas e de quem se interessar pelo assunto.

A versão 2.1.12 (e provavelmente anteriores) do Mailman não prevê envio de email através de servidores SMTP que requerem autenticação. Para quem está tentando configurar um servidor de listas e precisa desta funcionalidade, pode ser problemático. Mas obviamente alguma boa alma no ciberespaço resolveu este problema, criando um PATCH. Como eu tive uma certa dificuldade de reencontrar o dito cujo, resolvi compartilhar a informação com vocês.

No diretório de instalação do mailman, abra o arquivo Mailman/Handlers/SMTPDirect.py. Salve uma cópia no mesmo diretório chamada ASMTPDirect.py. Adicione as seguintes linhas no método

__connect(self)
logo abaixo da linha
self.__conn.connect(mmcfg.SMTPHOST, mmcfg.SMTPPORT)


if mm_cfg.SMTP_AUTH:
     self.__conn.login(mm_cfg.SMTP_USERNAME, mm_cfg.SMTP_PASSWORD)

Pronto, já temos um handler de envio de mensagens via SMTP autenticado.

O próximo passo é configurar o sistema para usar este handler. Para isto, abra o arquivo mm_cfg.py, e adicione as seguintes linhas:

SMTPPORT = 25 SMTPHOST = 'smtp.server.com' SMTPUSERNAME = 'seuusuario' SMTPPASSWORD = 'suasenha' DELIVERYMODULE = 'ASMTPDirect' SMTPAUTH = 1

Resolvido!

Rapidinha sobre SQLite

SQLite é uma mão na roda para desenvolver pequenos aplicativos que precisem de uma base de dados, mas sem a necessidade de se ter um SGBD parrudo. Roda como biblioteca de um programa, é rápido nas buscas, faz grande parte das operações úteis sobre tabelas.

Ótimo para se trabalhar com Python, e bem útil no desenvolvimento de aplicações web com Django.

Mas em épocas de desenvolvimento, com uma parte do sistema em produção, o fato do SQLite não permitir alterar ou remover colunas de uma tabela é um fator bem limitante. Espero que eles adicionem estas funcionalidades em breve.

Mais comentários sobre a Apple TV

Mais dois comentários sobre a Apple TV, um positivo, e outro nem tanto

Comentário 1

É possível usar o aparelho como base AirTunes. Pra quem não sabe, há um tempo atrás, a Apple lançou o Airport Express, uma base WiFi que tinha o formato de uma fonte de energia, e que além de funcionar como Relay Point, permitia envia música via rede sem fio diretamente para um aparelho de som. Com o Apple TV, é igual: o iTunes oferece a possibilidade de enviar o áudio para a saída padrão e/ou para o Apple TV. Caso este esteja ligado em uma TV, ou um Home Theater, ou um aparelho de som, a música será reproduzida. Ou seja, não preciso conectar o iPod no som de casa para fazer a discotecagem de nossas mega festas.

Comentário 2

Se por um lado, não existe aparentemente restrição quanto ao compartilhamento de músicas compradas via iTMS, o mesmo não pode ser dito dos vídeos. Transferi um episódio da série Damages que compramos na loja do Steve para o computador da Graziela (as compras estão usando o meu login, e estão ligadas ao meu laptop). Ao tentar executar o vídeo, o iTunes me pediu a minha senha para liberar o uso.

Bom, acho que não preciso falar qual o comentário positivo, e qual o comentário nem tão positivo…

Apple TV

Eu e Graziela somos apaixonados por brinquedinhos tecnológicos, e ambos gostamos muito da Apple. Quando ficamos sabemos que, graças a amigos, teríamos acesso a um saldão na Apple Brasil com preços incríveis, não perdemos muito tempo. Investimos em um monitor de 20 polegadas e um Apple TV. E gostaria de fazer uma pequena resenha sobre este último.

O aparelho

O design é inconfundívelvelmente Apple. Clean, minimalista, que fica muito bem ao lado da TV. O formato é  semelhante ao de outros aparelhos como o Mac Mini, o Time Capsule e o AirPort.

A parte de conectividade é toda voltada para TV: porta HDI, vídeo componente (3 entradas), áudio analógico, áudio digital ótico, além de ethernet, e wifi, essenciais para link com o iTunes Music Store. Existe uma porta USB, que supostamente existe apenas para acesso da Apple, mas com um pouco de busca pela internet, descobre-se que é bastante fácil hackear e habilitar a dita cuja.

Mas para que ele serve afinal?

Resumindo, é o Media Center da Apple. O Apple TV funciona como uma extensão do iLife, permitindo ver fotos, vídeos, slideshows e ouvir músicas em sua televisão. É um Front Row anabolizado! O carro chefe é a sua integração com o iTunes Music Store diretamente da sua TV. Quer assistir a um episódio de sua série favorita? Basta clicar, comprar e pronto. O sistema também tem ligação direta com Flickr e YouTube.

A primeira versão da Apple TV tinha um grande defeito: era necessário ter um computador com iTunes para baixar o conteúdo e transferir depois para o aparelho. Depois de muitas reclamações, a Apple mudou e a versão 2.0 passou a permitir que tudo fosse feito sem a necessidade de um computador externo.

Aliás, aqui vai um comentário: eu tive que atualizar a versão do software do meu Apple TV (via settings no próprio aparelho) para que esta funcionalidade standalone funcionasse.

E o iTMS, funciona no Brasil?

Pois é, isso era a minha grande dúvida, afinal o iTMS  Brasil não existe (a desculpa que eu sempre vejo é que este tipo de serviço de compra de mídia online no Brasil não funcionaria…mais pra frente eu discuto isso). Para conseguir comprar em algum iTMS around the world, é preciso ter endereço e cartão de crédito do país.

Mas descobri que existe um jeito de contornar isso. O único porém é que é preciso conhecer alguém que more ou que vá frequentemente aos EUA ou Europa. Nestes lugares, é possível comprar cartões iTunes Gift Cards, que funcionam como os cartões pré pagos no celular. Cada cartão possui um código, e basta colocar este código no seu Apple TV (funciona também para iTunes no seu Mac) e sair comprando. O único porém é que na hora de fazer o cadastro é necessário fornecer um endereço americano. No meu caso, usei o endereço de um amigo que está morando lá. Conheço gente que colocou endereço de hotel…

O conteúdo do iTMS vale a pena?

Bom, se você gosta de filmes e de séries, vale bastante a pena. É possível encontrar hoje filmes que ainda estão no cinema no Brasil, e episódios de séries que somente estarão no ar em alguns meses (basicamente: saiu lá, sai no iTMS). O custo de um episódio de série é de 2 dólares em resolução de DVD  e 3 dólares em resolução HD. Caso deseje comprar uma temporada completa, o custo é de 22 dólares em resolução de vídeo e 32 em resolução HD. No caso de filmes, existem dois modelos: aluguel e compra. No caso de compra, o valor é de aproximadamente 15 dólares por filme, e no caso de aluguel o valor é de aproximadamente 4 dólares. O funcionamento do aluguel é o seguinte: uma vez baixado o filme, você tem 30 dias para assistir, e uma vez iniciado, você tem 24h para terminar.

E a pergunta fatídica: vale a pena pagar? Bom, se você é daqueles que baixa filmes via BitTorrent e acha que pagar por alguma coisa na internet é coisa de boiola, então definitivamente não vale a pena. Agora, se você curte comprar DVDs e sobretudo temporadas completas de séries, aí a coisa muda de figura: um box de série custa em média 90 reais no Brasil, ante 50 reais no iTMS.

Contras?

Existem alguns. Um deles é que os filmes não possuem legenda, o que pode ser impeditivo para certas pessoas. No meu caso aproveito para treinar meu ouvido e minha compreensão.

Outro fator que me incomoda muito é o fato que a conexão entre a Apple TV e o seu computador é feita unica e exclusivamente via iTunes. Isso não chega a ser um problema para áudio ( já que no meu caso eu armazeno meus arquivos de música no iTunes mesmo), nem para fotos (é possível usar a lib do iPhoto, ou então definir uma pasta qualquer do sistema). Mas no caso de filmes, é preciso que os arquivos estejam carregados no software: por algum motivo não é possível escolher uma pasta qualquer como no caso das fotos.

E o Mac Mini?

Me perguntaram porque não utilizar um Mac Mini no lugar. Minha resposta: o grande motivo que eu vejo é a falta de saídas apropriadas para conexão com a TV, e o fato de precisar de um teclado e mouse para operar a interface gráfica. Fora isso, usando o Front Row e o iTunes, é possível praticamente as mesmas funcionalidades. Mas com menos graça.

Eu explico, tu explicas, COMMONCRAFT Explica!

Explicar, segundo o Dicionário Aurélio, do latim explicare, significa: interpretar,  ensinar, expor, explanar, desenvolver, expressar; enfim: tornar  inteligível ou claro (o que é ambíguo ou obscuro).

Parece simples, nem sempre. Quantas vezes não tivemos que clarificar o significado de Orkut! Sim, o mais famoso site de relacionamentos no Brasil.

“Entra no Orkut!” “Orku o quê?”

Pronto… alguns minutos depois e a pessoa ainda estava olhando desconfiada. Como acontecia com o Orkut, várias são as tecnologias e sites que sofrem do mesmo mal. Melhor dizendo, sofriam. Explicação é o produto da Common Craft, empresa sediada na casa do casal Lee e Sachi LeFever em Seatle, EUA. Através de vídeos curtos, Lee e Sachi se propõem a explicar o que for. As explicações mais badaladas estão ligadas ao mundo tecnológico, como Social Media, Social Networking, Social Bookmarking, Podcast, RSS, Twitter, etc.  Os LeFever vem obtendo sucesso em seu intento:  seus vídeos já foram vistos milhões de vezes além de possuirem clientes de peso como Linkedin, Microsoft e Google.

Veja alguns exemplos no canal da CommonCraft no YouTube

Ricardo Capitanio é Engenheiro de Computação pela UNICAMP.

SlideRocket

Uma ótima alternativa para aqueles que precisam criar apresentações, não são chegados em PowerPoint, querem ter a possibilidade de usar a web como plataforma e querem fugir dos tentáculos do Google: SlideRocket (www.sliderocket.com).

Baseado na tecnologia Adobe Flex e Adobe AIR, o SlideRocket permite criar, compartilhar e exibir apresentações online. Os pontos fortes do sistema são a interface de criação de slides, a qualidade do resultado e a possibilidade de exibir online (em modo fullscreen) ou de criar um executável para o Desktop com o AIR.

Tive a oportunidade de ver uma apresentação utilizando esta ferramenta, e achei os resultados surpreendentes. Segundo um amigo marketeiro e criador constante de apresentações, apesar de alguns bugs a facilidade de uso vale a pena. Em alguns casos, como incluir vídeos em Flash, o software  é inclusive superior ao Powerpoint. 

O sistema oferece 3 opções de  planos. O plano gratuíto oferece 250MB de espaço, ferramentas de criação e número ilimitado de apresentações (desde que não ultrapassem os 250MB, obviamente…). Os planos pagos oferecem, entre outras coisas, mais espaço e possibilidade de controle de versão.

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