O Twitter já foi tema de alguns posts aqui no log4dev. E, é claro que, como um bom blog de tecnologia que pretendemos ser (um dia a gente chega lá), não podíamos deixar de falar deste fenômeno da famigerada “rede mundial de computadores, a Internet” (como diria o William Bonner no Jornal Nacional). Ainda mais considerando que esta é a rede social que mais rapidamente cresce na Internet. Dá uma olhada neste gráfico gerado pela comScore:
Passar de menos de 2 milhões de usuários no começo do ano passado para mais e 30 milhões este ano é algo realmente surpreendente. É um crescimento maior que o Facebook, a rede social mais famosa ultimamente fora do Brasil (aqui o Orkut ainda reina).
O editor-chefe deste blog, sempre atento às novidades no mundo da tecnlogia, não ficou para trás. O log4dev também tem twitter: http://twitter.com/log4dev.
Mas eu, sinceramente, ainda continuava me perguntando para que servia esta ferramenta. O Twitter se diz ser uma ferramenta de micro-blog cujo principal propósito é dizer o que você está fazendo agora. Pois bem. Para mim, com uma ferramenta de blog normal eu também consigo fazer micro-blog (é só não ser tão prolixo quanto eu costumo ser). Mas, tudo bem, a integração com SMS (que até onde eu sei não funciona com nenhuma operadora de celular no Brasil) pode parecer algo que chame a atenção. Agora… dizer o que eu estou fazendo agora? Para que? Mas, enfim, eu sempre parecia um peixe fora d’água, velho e não antenado com as novidades.
Há pouco tempo fiquei até mais feliz quando li um artigo que dizia que o Twitter ainda buscava seu foco como algo realmente útil e que, aparentemente, ele não estava sendo tão bem aceito como ferramenta para jornalismo (alguns jornais nos EUA estavam lançando títulos de reportagens no Twitter mas parece que isso não chamou a atenção de muitas pessoas). Ao que parecia, segundo o artigo, ele vinha tendo muito mais sucesso como uma ferramenta publicitária. Aliás, sempre achei que este poderia ser um foco mais interessante para o Twitter. Mas eu ainda não conseguia decifrar a maior parte do tráfego do Twitter: as milhões de pessoas que entram lá para, realmente, dizer o que estão fazendo.
Até que recebi este vídeo de um amigo meu que conseguiu externalizar tudo o que eu sempre pensei sobre o Twitter mas nunca soube como falar:
Ou seja, o Twitter, tirando estas outras utilidades que eu citei e que provavelmente não correspondem a quase nada do tráfego deles, nada mais é do que uma ferramenta para aliviar a carência de indivíduos que não tem nada de mais útil para fazer além de achar que sua vida sem graça tem algum sentido para os outros.
Se isso é bom ou ruim? Para a humanidade eu acho isso ruim porque as pessoas tendem a ficar cada vez mais superficiais (já existem estudos falando que as gerações mais jovens não conseguem se concentrar de maneira satisfatória em torno de um texto muito grande ou muito complexo porque está ficando acostumada a interagir apenas com texto rápidos e, em geral, superficiais). Para o indivíduo… bom, sei lá! Depende de cada um. O importante é ser feliz!
P.S.: Desculpem-me pelas falhas de referências no texto… não me lembro onde li o artigo que falava que jornais estão tendo menos sucesso no Twitter que empresas de publicidade e o outro que falava que os jovens estão com cada vez mais dificuldades para ater grandes quantidades de informações estruturadas. É que, apesar de eu não usar Twitter, eu sou um leitor assíduo, inverterado e completamente ad hoc de artigos e coisas do gênero que são rápidas de ler na Internet. E lembro vagamente de onde li estas coisas. Imagina se eu usasse o Twitter!
Ah! Antes que eu me esqueça. Eu tenho um Twitter: http://twitter.com/laggarcia. Tenho 14 seguidores. Que nunca tiveram o prazer de ver eu escrever nada lá!

O vídeo é muito bom, e de fato tem muita gente solitária falando besteira. Será que eu sou uma delas?
:-/
Piadas a parte, o mesmo paralelo pode ser feito com blogs tradicionais, ou os famigerados fotologs. Viajando na “blogosfera” (termo que eu odeio), a grande maioria dos blogs falam besteiras. Vide o meu pessoal
. E aos poucos gente seria percebeu que poderia ser uma mídia interessante para comunicação, e começou a desenvolver conteúdo e projetos de alta qualidade. Este blog está, como foi frisado, tentando chegar lá.
É fato que o twitter tenta resolver um problema que não existia. E a vida não muda com ou sem. Alem disso, é necessário filtrar bem o conteúdo, o ruido é enorme. Mas o conceito é interessante. E tem gente escrevendo coisas interessantes. Dicas e links legais. Citando dois projetos que me são muito queridos: Job4Dev (http://twitter.com/job4dev) e SigaSeuTime (http://twitter.com/sigaseutime).
[]s
Link | May 30th, 2009 at 17:15
Miguel,
Concordo que dá para traçar um paralelo com a blogosfera. E é claro que dá para fazer coisas utéis com o Twitter. É que para mim coisas utéis no Twitter em geral vão contra o propósito inicial da coisa, de compartilhar o que você está fazendo agora.
E, talvez o que mais me preocupa, é o fato de que quanto mais você limita o texto, mais ruído parece ser gerado. Quando eu acho que deveria ser o contrário. Mas, ao que parece, ao invés de as pessoas pensarem melhor o que vão escrever, elas, na verdade, banalizam o ato e escrevem qualquer coisa (muita besteira). E esta banalização às vezes me incomoda.
Mas, enfim, o Twitter está aí, tem 32 milhões de usuários e não dá para ignorar isso, com certeza.
Link | May 30th, 2009 at 19:38
Não podemos ter a ilusão de que novas invenções como o Twitter sejam responsáveis por educar as novas gerações, para isto temos os sistemas de ensino, e outras entidades governamentais ou familiares que são disseminadoras dos nossos conjuntos de valores, estes sim são responsáveis pela calamidade em que anda a consciência de jovens, adultos e velhos (sim, todas as faixas etárias).
Link | June 1st, 2009 at 12:20
Bruno,
Eu concordo que não podemos achar que invenções como o Twitter sejam responsáveis por educar as novas gerações. Mas eu acho que não podemos também ignorar que estas ferramentas estão moldando a forma como as novas gerações buscam e compartilham o conhecimento e que isso, certamente, vai afetar a nossa cultura de uma forma geral. Se as novas gerações se acostumarem a receber e enviar informações apenas pela Internet na forma de documentos/artigos superficiais e, por outro lado, não forem “resgatadas” deste comportamento pelo nosso sistema educacional (o que eu acho que não acontecia no passado e muito menos acontece agora), esta é a forma de informação com a qual ela vai estar acostumada a lidar.
Link | June 1st, 2009 at 13:00
Ainda sim, a responsabilidade não é, de maneira alguma, da ferramenta nem dos provedores de tais serviços. Educação, valores morais e discernimento nós adquirimos em outras fontes, não em blogs, não no rádio, não na televisão, não na Veja, não na IstoÉ, não na Folha, não no Estadão e tampouco no Twitter.
Off topic, mas eu acho incrivel ver a turma ‘mais velha’ criticar a ‘mais nova’, quando os primeiros se esquecem que a consciencia dos jovens foi nutrida por eles mesmos, pelos seus atos, pela sociedade por eles sustentada.
Link | June 1st, 2009 at 14:20
Bruno, acho que a crítica do Léo é a geração a que ele mesmo pertence. Não estamos falando nem dos nossos pais nem de nossos filhos, mas de nós mesmos.
Link | June 1st, 2009 at 15:54
Raphael,
Sim, estou falando da minha geração – até usei o meu próprio exemplo – mas também de pessoas, sei lá, até 10 anos mais novas que eu (que talvez sejam consideradas minha geração também… se não forem, estou falando delas também). Este é o público que eu acho ser mais afetado por estas novas ondas tecnológicas de maneira mais direta, ou melhor, justamente no momento em que eles estão construíndo quem eles vão ser no futuro.
Link | June 1st, 2009 at 16:30
Slightly related: http://www.recombinantrecords.net/docs/2009-05-Amusing-Ourselves-to-Death.html
Link | June 2nd, 2009 at 01:56
@Raphael,
Eu estava me referindo a geração anterior a nossa, nossos pais, avós, etc. Esta geração que eu não aguento mais ouvir reclamar da nossa geração em diante, como se eles não tivessem responsabilidade alguma, o que é justamente o caso oposto.
Link | June 3rd, 2009 at 00:28
Garanto que se alguem hacker atacasse o Twitter com um DDoS por umas 6 horas vários nerds solitários entrariam em depressão :p
Sobre o post… sei lá, ainda nem testei o Twitter =P acho que vou até criar um cadastro agora, embora eu ainda não tenha em mente um objetivo para ter uma conta nessa rede social. =|
Abraços, Igor Cemim
Link | August 22nd, 2009 at 23:39