O porquê de querer um blog escrito em Português
N.A: Esse texto já tinha sido escrito para a página de traduções. Mas acho que o raciocínio ficou muito grande e além do escopo para aquela seção. Por isso estou publicando como um post regular.
É verdade que a língua dominante na Internet é o Inglês. Isso não se dá só pelo domínio cultural norte-americano, mas também por uma necessidade que surgiu com a globalização e com o avanço de tecnologia de telecomunicações: pessoas de pontos extremos do mundo precisam de uma linguagem comum se quiserem se comunicar e colaborar de forma eficiente. Alemães, indianos, chilenos, russos… não importando o idioma local, o inglês é necessário.
Mas isso não significa, entretanto, que é razoável abandonar a nossa língua-materna e passar a usar um idioma estrangeiro como forma exclusiva de produção de conteúdo. Nem por nacionalismo irracional e cego, como o dos franceses que não aceitam termos estrangeiros, mas por uma questão mais básica: a Ciência mostra que nossa capacidade de expressão está ligada ao domínio da linguagem que usamos para transmitir nossas idéias, sentimentos e conceitos abstratos; ao usarmos uma língua que não temos pleno domínio, a nossa capacidade de comunicação e expressão fica prejudicada. Tente imaginar um esquimó tendo que explicar a um morador do sertão nordestino as diferenças entre os (mais de 30) tipos de neve, usando inglês. Difícil, né?
É verdade que o propósito de blogs e microblogs é o de dar voz-própria para cada indivíduo, sem que dependam de canais previamente estabelecidos que atuem como editores do conteúdo produzido. Também é verdade que o fluxo aparentemente caótico de informação que corre nos blogs podem produzir ferramentas interessantes. Por exemplo, podemos analisar a massa de blogs de muitos usuários da internet que escrevem sobre as suas impressões sobre os produtos ou serviços que são lançados, para ter um feedback coletivo e usar como um termômetro para medir a repercussão e aceitação de uma campanha de marketing.
Sendo assim, falar em “formas adequadas para se escrever” parece uma coisa antiga, retrógrada. Na maior parte do tempo, atuamos mais como filtros e repetidores de sinal do que produtores de novas unidades de informação. Mas, se atuamos como filtros, é porque há muito ruído no rio de informação que passa por nós todos os dias. E se há muito ruído, poderíamos muito bem fazer um pouco de auto-análise e vermos se nossa atuação é sinal (conteúdo que dá novas informações, claro, preciso, eficaz) ou se é ruído (repetição, inócuo, redundante, que apenas toma tempo do receptor).
O idioma escolhido acaba sendo parte dessa auto-análise. Os blogueiros brasileiros que buscam acabam escrevendo em Inglês podem muito bem perguntar: “Será que aquilo que eu quero falar é relevante para essas pessoas que já fazem parte da conversa global, ou estou apenas usando um idioma com maior número de receptores para ter a sensação de que terei maior alcance?”
Ao passar por essa auto-análise, podemos muito bem perceber que a maior parte do conteúdo não teria razão para ser escrito em inglês. Muito do que discutimos ou apresentamos no blog são informações que já são conhecidas, ou podem ser facilmente encontradas, entre pessoas que trabalham com tecnologia e falam em inglês. E querer ficar falando ou escrevendo para quem já tem meios de ouvir a informação da fonte original é uma ação, no fundo, vaidosa e sem propósito. É apenas uma forma moderna e high-tech de querer ouvir a si mesmo. O produtor do conteúdo não se beneficia (além da auto-massagem no ego) e os consumidores potenciais não se beneficiam, pois já possuem a informação - de melhor qualidade - em outro lugar.
É por conta de tudo isso que fazemos questão de escrever em Português. Há muita gente por aí que até gostaria de buscar formação e informação para trabalhar com tecnologia mas que esbarra no problema de falta de material que não seja em inglês. Espero que, ao fornecer um pilar de material na língua nativa, o caminho para essa formação seja mais fácil e menos desencorajador.

Obrigado por dar essa dica
Vou rever meus conceitos daqui por diante.
[ ]s
Muito bom o texto!
Log4Dev » O porquê de querer um blog escrito em Português…
A língua internacional é o inglês, sobretudo no mundo da tecnologia. Mas ainda existem bons motivos para se escrever um blog em português….
Não sei porque te irrita tanto um brasileiro escrever um blog em inglês… hehehe.
Achar tudo “uma ação, no fundo, vaidosa e sem propósito” só porquê está escrito na lingua mais relevante atualmente? Isto falando-se de tecnologia em termos gerais, claro.
A escolha de um idioma é uma questão prática de comunicação, você criou um dramalhão sem fundamentar seus pontos. Achar que uma pessoa é vaidosa por este fato isolado é tão sem sentido, você acha que escrever em inglês é algo tão especial assim

Já relevância do conteúdo de um blog pessoal em nada se relaciona com este tema, quem decide isto é o leitor de cada _post_. Se eu participo de fórums, a chance de ser em inglês é enoooorme, e se eu quiser compartilhar minhas idéias com estas pessoas, isto fora do fórum em que as conheci, um blog em inglês se torna ótimo canal. Questão simples de praticidade, entendeu? Sem grandes dramas, sem egos inflamados e vaidosos, apenas c-o-m-u-n-i-c-a-ç-ã-o
Pense que seus amigos da UpGuppy não tem acesso a nenhum de seus textos pois pasme, eles não falam PtBr nos EUA(!).
Ou será que você pensa que a tradução dos seus textos para o Inglês vai torná-los “informações que já são conhecidas, ou podem ser facilmente encontradas”?
Será que você entendeu agora?
Bruno, tenho certeza que os meus “amigos do UpGuppy” leriam os meus textos e falariam “Yeah, so fucking what? How will that help us make more money?”
Pro pessoal de lá, e pro pessoal que já frequenta os posts e sites comuns entre programadores que é em inglês (Slashdot, programming.reddit, hacker news, etc) não há nada de novo no que escrevemos aqui.
Quando é que você vai entender isso?
Outra, não me leve a mal… mas a tua interpretação de texto parece que passa por caminhos tortos.
O que digo que é “uma ação, no fundo, vaidosa e sem propósito” não é o ato de escrever em inglês. É o fato de “querer ficar falando ou escrevendo para quem já tem meios de ouvir a informação da fonte original”.
I’m pretty sure you can see the difference between what I actually mean and what you’re implying, right?
Outro exemplo? Eu não vi em nenhum ponto do meu texto onde você pode inferir que eu sou um cara que se “irrita tanto (com) um brasileiro escrever um blog em inglês”. O que incomoda não é ato de escrever em inglês, mas o tanto de gente por aí que não produz nada de valor (textual, idéias, conceitos, material didático) e usa o blog apenas pra ficar dando opinião nos assuntos da moda.
Eu sou do partido que diz “se você não tem nada de interessante pra falar, é melhor manter a boca calada”. A brutal maioria dos blogs não tem nada de interessante para falar. Então, o que acaba incomodando de verdade é que há muitos que, além de não ter nada de interessante pra falar, escrevem em inglês para alcançar um grupo de pessoas ainda maior com a sua irrelevância e opinião vazia.
Pra ver se te ajuda a esclarecer ainda mais o ponto do meu argumento: eu acho o blog do Jeff Atwood (Coding Horror) insuportável. Acho que ele não traz nenhum insight, escreve mal, não mostra nada interessante em termos técnicos, nem em negócios, nem em estratégia e planejamento de negócios, nada, nada, nada. A única coisa que eu gostaria que ele fizesse é que ele calasse a boca, ou fosse fazer algo mais útil além de ficar gerando water-cooler conversation pra 102 mil geeks tontos que se importam com a opinião de um cara que não mostrou valor nenhum. Tem fama? Tem. Tem valor? Para mim, nenhum. Ele é tão valioso quanto a Revista Caras. Alcança um monte de gente. Mas é vazio de conteúdo.
Muitos blogs por aí são assim. E todos são insuportáveis. Com um agravante para os brasileiros: não basta o cara não ter nada de interessante pra falar, o cara ainda está se esforçando para isso.
Vou lhe dar como exemplo uma situação pela qual eu mesmo passei. Certa vez eu recebi um reply de um dos desenvolvedores do IntelliJ IDEA no meu blog sobre um post no qual eu comentava a ferramenta e comparava a evolução desta com outros IDEs, foi um post extremamente simples, com pouquíssima informação, mas através do qual eu expressei minhas opiniões no assunto.
Quem iria crer que um desenvolvedor do IntelliJ iria por algum motivo encontrar meu blog (certamente graças as social features do livejournal), ler e ainda comentar? Eu jamais pensaria nisto, e acredite ele não leu nada de novo no meu post, e ainda sim estava aberto um canal ótimo para o que chamamos agora de ‘networking’. Detalhe, o idioma dele é o Russo, mas ambos utilizando um idioma comum conseguimos nos comunicar.
Este blog e os sites acima citados são canais com propostas diferentes no meu entender, não dá para comparar, sequer creio que seja necessária tal comparação.
Você percebe que no final você mais falou de conteúdo do que do idioma utilizado? Se o que você quer é criticar blogs como o Coding Horror então a escolha da língua neste tema não se torna uma característica totalmente irrelevante? Para estes nosso textos sobre tecnologia em particular, a língua apenas dá acesso ao conteúdo e nada mais, ela não transforma a mensagem do texto.
Você começou com uma proposta de discutir o porquê de se escrever em um determinado idioma, mas acabou falando de conteúdo, intenção e relevância.
A interpretação torta foi intencional justamente para tentar enteder a confusão que você fez entre falar de idioma e da qualidade da informação transmitida pelos blogs.
Da maneira como você colocou a escolha do idioma parece implicar em um perfil psicológico do autor, o que não pode fazer o menor sentido.
Perfeito, mas acho que a luz disto o texto ficou bem confuso, ainda mais com relação ao título.
Sim, Bruno, o exemplo do Coding Horror foi muito mais ligado ao conteúdo do que à língua utilizada.
Mas o ponto que você está perdendo: ao escolher uma linguagem para a base de comunicação, você acaba por fazer uma escolha de comunidade sim.
E eu NÃO quero essa comunidade que só fica de chit-chat vazio. Eu NÃO quero discutir a desenvolvimento do IntelliJ Idea. Eu NÃO quero fazer networking com “profissionais da indústria”. Eu NÃO quero ter discussões técnicas e/ou sobre os gadgets da moda. Tudo isso pra mim é efêmero, vazio. Eu não gosto de quem encara tecnologia como um fim em si.
O que eu QUERO é trazer idéias e princípios que foram usados pelas pessoas que entendem que tecnologia é só um meio para produzir mais riquezas. O que eu QUERO é tentar espalhar o meme de que sistemas mais simples, descentralizados, que dêem poder às pessoas, não às corporações e instituições nos dão mais liberdade e consequentemente bem-estar social.
O que eu QUERO é arrumar uma maneira de dizer pros brasileiros “Vocês vivem num país de recursos naturais praticamente ilimitados, diferente do norte-americano, do europeu, do japonês e do indiano. E a nossa elite, ao invés de buscar maneiras de usar esses recursos para produzir mais riquezas e se aprimorar ainda mais culturalmente, prefere gastar seu tempo e recursos numa rat race estúpida, vendo quem tem o maior carro, o gadget mais novo e quem bebe o vinho mais caro. Nós temos a faca e o queijo na mão, mas ainda assim acreditamos na idéia de que é ir melhor pra um shopping comer fast-food pra mostrar que podemos fazer parte de um grupo”.
No fim, então, dá pra ver que essa comunidade que eu quero não existe. E o que eu escrevo é uma tentativa (patética) de tentar formar essa comunidade. E pra formar essa comunidade as idéias são mais importantes que o idioma.
Desde que não se use um inglês “pidgin”, porco, nada demais alguém usar uma língua não-nativa. É preferência individual. O que vai contar é o conteúdo (ponto pacífico na discussão até agora) e a capacidade de se expressar. E, convenhamos, tal capacidade já é rara mesmo em português.
E, ironia, este próprio blog se chama “Log For Dev”. Isso é português? Não que eu saiba. Esse fato prejudica o conteúdo dos posts? De jeito nenhum.
Discordo!
Quer dizer que você não tem nada a adicionar com seus textos?
Tudo o que você fala poderia ser obtido com a mesma qualidade e mesma facilidade em outras fontes?
Se é assim, você ao invés de adicionar sua opinião, deveria se limitar a traduzir na íntegra o conteúdo original que você descreve como de “melhor qualidade”, não acha? Se sua opinião é ruído e você está preocupado em dar acesso à informação aos que não falam inglês…
Acho que o motivo pra escrever em português é criar um link maior com seus peers nacionais. Você demonstra claramente que é com eles que você quer se comunicar. Blog não é individualismo, é uma forma de se juntar a uma rede social de pessoas com mesma afinidade. De forma geral, acredito que os bloggers são leitores mais assíduos de blogs do que o usuário médio. Quem tem blog quer falar, mas também gosta de escutar.
É deveras pequeno o pensamento de que o texto em ingles serve apenas para os americanos ou nativos da lingua inglesa. Convenhamos se os seus chefinhos não se interessam talvez, os pessoal da Armenia tivesse interesse. Entretanto, para eles é com se estive escrito assim:
U pet godina postojanja razvili smo se u tvrtku koja klijentima pruža cjelovita poslovna rješenja.
Stečenim znanjem i iskustvom pružamo usluge: javnim poduzećima i institucijama, jedinicama lokalne samouprave, privatnim poduzećima i investitorima .
Visoku kvalitetu poslovnih rješenja osiguravamo kontinuiranim razvijanjem vještina i znanja te pružanjem inovativnih usluga kojim pratimo ekonomski razvoj regija.
Uvjereni kako je potrebno i moguće podići kvalitetu života u Regiji, razvijamo know how na području Jugoistočne Europe .
Danas smo vodeća konzultantska tvrtka na području Jugoistočne Europe s ukupno 60 zaposlenika u tri države regije: Hrvatska, Bosna i Hercegovina, i Srbija te projektima u Crnoj Gori, Albaniji i Makedoniji.
Bello, você discorda exatamente de quem?
Bello, você está corretíssimo.
Eu realmente acho que eu deveria me limitar só a traduzir o que encontro e considero relevante. E foi isso que eu comecei a fazer com as traduções do Paul Graham. Só não faço mais pq dá trabalho, pq eu não gosto do estilo de escrever do Paul Graham (apesar das idéias valiosas, acho o estilo dele maçante.) e pq eu gostaria de fazer outra coisa da minha vida além de ficar na frente do computador.
De resto, eu praticamente só escrevo quando solicitado. Miguel me enchia o saco para escrever para cá, aí escrevi algumas das minhas asneiras. Um artigo foi parar no webinsider, então percebi que tinha interesse das pessoas naquele canal, então mandei alguns outros. É assim meu modus operandi. Só falo quando solicitado.
E, olha só, mesmo meus textos apontam para idéias que já foram exploradas em outro lugar. O único que eu acho que poderia vir a chamar a atenção de outras pessoas e que foi algo “by Lullis” foi o artigo sobre o Android. Esse é um artigo que eu acho até que eu deveria fazer o sentido inverso e fazer um versão para o inglês. Foi o único mesmo.
Capitanio, a mesma coisa. Eu só vou me preocupar com um leitor potencial da Armênia quando alguém da Armênia me solicitar alguma coisa, ou quando eu estiver trabalhando em alguma empresa que precise buscar mercado por lá. Como nada disso é verdade, então, eu não tenho motivo nenhum para me preocupar com o coitado que não entende português e que gostaria de saber o que está escrito aqui.
Meu objetivo não é ter alcance global. Não sou um sujeito extrovertido, que precisa ficar buscando as pessoas para poder processar informações. Nem quero ficar famoso, nem ter admiração de pessoas que não conheço.
Entenda o seguinte: meu ÚNICO objetivo aqui é mostrar as razões pela qual eu creio que, nós, computeiros, devemos deixar de ser crianças crescidas que gostam de brincar com brinquedos caros, usarmos a nossa inteligência para entender os fundamentos de sistemas sociais e econômicos e passarmos a usar a tecnologia para construir ferramentas e soluções que possam favorecer a sociedade completamente.
Vivemos num país que possui um tecnologia na área financeira que é exemplo para todo o mundo. Mas parece que as pessoas esquecem-se que o sistema financeiro só é saudável quando é utilizado para gerar riquezas, não para acumular dinheiro.
E acho que enquanto os computeiros não largarem essa merda chamada “mercado enterprise”, “consultoria em TI” e acharem que emprego bom é emprego em banco, sem sair do senso comum, apenas preocupados com status social e com a carreira, nada disso vai mudar.
Na verdade a maior parte do que você falou até agora são críticas a conteúdo de outros blogs.
Mas disso eu não tenho a menor dúvida, pelo contrário, eu mesmo disse isto. Só creio que neste nosso caso a lingua é apenas forma e não altera o conteúdo (eu preciso me repetir tanto…)
Falando de conteúdo novamente, entendo seus pontos, mas até agora você deu como exemplo real apenas o blog Coding Horror, é sobre isto que toda esta discussão é? Criticar blogs com conteúdo chit chat? Pois ser for, eu realmente acho que o título e inicio do post estão bem em outra linha. E sinceramente eu nem teria me interessado tanto pela discussão, que tem blogs ruins por ai não é bem novidade (aliás blogs são apenas mais um canal de comunicação, conteúdo ruim tem em qualquer canal…).
Cara, muito bonito, talvez falte apenas começar os trabalhos para dar cabo desta sua idéia. Só não sei se esta é a mesma visão que o Miguel tem deste blog. E novamente, se você queria falar da criação de uma com
Opa citaram meu nome…
1) Alguem comentou do nome log4dev….de fato, supõe-se saber inglês, mas no caso foi uma brincadeira com bibliotecas de logs existentes por ai, sendo a mais famosa a log4j acho.
2) Eu compartilho com o Raphael a visão de que esse blog pretende atingir o publico brasileiro. Como eu disse pra alguém algum dia desses, nós queremos construir um ponto de referência de tecnologia em Portugues. E não apenas dar dicas ou howtos (que eu acho interessantes, btw), mas tb de opinião.
3) Eu compartilho com o Raphael a visão de que tanto os autores deste blog se exprtessam melhor em portugues, quanto o nosso publico alvo capta melhor nossos textos em portugues
Mas o que leva cada um dos autores a escrever é pessoal. O Raphael quer formar esta comunidade, otimo! Não era o que eu tinha em mente, mas acho que é um projeto interessante. E a partir do momento em que eu divido este espaço com outras pessoas, tenho que aceitar suas visões. E aliás, convidei sabendo das diferenças de pontos de vistas…..
Não citaram meu nome, mas como também sou autor nesse blog acho que tenho que dar minha perspectiva também. A minha motivação pra escrever aqui vem principalmente dos seguintes pontos:
1) eu poderia ter um blog soh meu, mas não faria muito sentido. Eu não tenho tempo pra escrever muitos posts e não teria como manter uma certa constância que eu acho importante em blogs. Assim, acho muito mais valido me juntar a um blog que tem características próximas ao que eu gostaria de falar e tentar acrescentar algo ao blog, ao invés de me isolar. E quem não gosta dos meus posts pode simplesmente bloquear as minhas feeds ;-).
2) apesar de toda a informação que circula na net, existem muitos tipos de experiências que são mais locais e não estão disponíveis. Como eu estou atualmente vivendo fora, eu tento a oportunidade de entrar em contato com algumas dessas experiências e eu acho interessante tentar passar um pouco dessa perspectiva pra quem estah no Brasil, especialmente se eu posso fazer criticas construtivas sobre a situacao brasileira (i.e., não falar soh que eh ruim porque sim, mas explicar porque eh ruim e mostrar alternativas pra melhorar).
3) porem, uma das coisas que mais me motiva eh quando eu vejo um post ou um comentário de brasileiros falando algo do tipo (para qualquer X) “aqui no Brasil X eh uma merda, lah fora não eh assim”. Todo mundo que jah morou fora sabe que, apesar de realmente ter muita coisa no Brasil que eh no mínimo capenga, i) existe muita coisa boa no Brasil que não eh valorizada e ii) existe muita merda fora do Brasil também. Por isso eu acho importante tentar desmistificar um pouco o “Made In 1o Mundo”, principalmente em questões de tecnologia. Acho que ainda não consegui exercer essa motivação nos meus posts, mas eh algo que pretendo focar um pouco mais.
Agora, escrever coisas mais técnicas em português pra mim atualmente eh mais difícil que inglês (não eh por vaidade, porque esse não eh um fato do qual me orgulho, eh soh que eu atualmente soh tenho que escrever em inglês mesmo). Eh principalmente por causa das mágicas que eu faço pra conseguir alguns acentos e pela dificuldade mesmo de achar alguns termos técnicos em português. Mas pelas minhas motivações acima e pelo publico alvo desse blog mesmo, eu acho que o caminho eh realmente escrever em português.