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	<title>Comments on: A Economia Digital</title>
	<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/</link>
	<description>NÃ³s temos algo a dizer sobre tecnologia</description>
	<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 19:12:20 +0000</pubDate>
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		<item>
		<title>By: Android Ã© o PC 2.0, a versÃ£o mobile do IBM PC &#187; Webinsider</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-244</link>
		<dc:creator>Android Ã© o PC 2.0, a versÃ£o mobile do IBM PC &#187; Webinsider</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 17:57:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-244</guid>
		<description>[...] nÃ³s e para os profissionais que jÃ¡ estÃ£o fazendo parte diretamente ou indiretamente da Economia Digital, a linha que separa o computador-pessoal do computador-ferramenta-de-trabalho Ã© tÃªnue, cada vez [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] nÃ³s e para os profissionais que jÃ¡ estÃ£o fazendo parte diretamente ou indiretamente da Economia Digital, a linha que separa o computador-pessoal do computador-ferramenta-de-trabalho Ã© tÃªnue, cada vez [&#8230;]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: PC 2.0 &#171; Log4Dev</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-245</link>
		<dc:creator>PC 2.0 &#171; Log4Dev</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2007 07:20:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-245</guid>
		<description>[...] nÃ³s e para os profissionais que jÃ¡ estÃ£o fazendo parte diretamente ou indiretamente da Economia Digital, a linha que separa o computador-pessoal do computador-ferramenta-de-trabalho Ã© tÃªnue, cada vez [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[&#8230;] nÃ³s e para os profissionais que jÃ¡ estÃ£o fazendo parte diretamente ou indiretamente da Economia Digital, a linha que separa o computador-pessoal do computador-ferramenta-de-trabalho Ã© tÃªnue, cada vez [&#8230;]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Raphael Lullis</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-242</link>
		<dc:creator>Raphael Lullis</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 06:28:48 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-242</guid>
		<description>Xi, Marquinho. A coisa continua ruÃ§a.

&lt;blockquote&gt; O principal ponto que me incomoda no seu texto Ã© que vocÃª escreve como se o mundo girasse em torno dos computadores. Lembre-se, computador Ã© uma ferramenta de trabalho. Ã‰ um meio e nÃ£o um fim. &lt;/blockquote&gt;
Concordo tanto com seu parÃ¡grafo que nem sei de onde vocÃª tirou a idÃ©ia que eu vejo computadores como um fim em si mesmo. Computadores sÃ£o exatamente uma ferramenta de trabalho. E Ã© justamente aÃ­ que eu coloco o princÃ­pio que argumentam as mudanÃ§as de que trato: Ã© uma ferramenta que permita que vocÃª produza muita coisa a um custo baixo, e que tenha distribuiÃ§Ã£o disso a um custo Ã­nfimo.
&lt;blockquote&gt; Lembre-se tambÃ©m que a indÃºstria de software Ã© bem pequena comparada Ã  economia como um todo. &lt;/blockquote&gt;
E quanto ao mercado de mÃºsica distribuÃ­da eletrÃ´nicamente? Livros? VÃ­deos de auto-ajuda? Pornografia online? EducaÃ§Ã£o Ã  distÃ¢ncia? 
Bello, eu tratei no texto da economia digital. NÃ£o da economia da indÃºstria de software. Software (e telecom) Ã© uma alavanca, apenas, que pode (e estÃ¡) alterando o equilÃ­brio de poder. A economia digital Ã© outra coisa: Ã© produÃ§Ã£o de cultura, distribuiÃ§Ã£o de informaÃ§Ã£o, comunicaÃ§Ã£o social direta, serviÃ§os, etc, etc. Tudo isso Ã© muito maior que software? Claro! Antes, isso sempre dependia de um canal de distribuiÃ§Ã£o. E antes, sempre tinha alguÃ©m que podia clamar propriedade do canal. 

E hoje? Quem pode impedir um grupo de mÃºsica de alcanÃ§ar o Top40 na Inglaterra gravando um disco em casa e usando o MySpace para divulgaÃ§Ã£o? Quem "precisa" de uma gravadora?
&lt;blockquote&gt; A idÃ©ia de tornar todos sÃ³cios Ã© besteira. Primeiro porque nÃ£o interessa ao empreendedor. Segundo porque nÃ£o interessa a todos os empregados (o risco Ã© maior e hÃ¡ pessoas conservadoras neste mundo). Terceiro porque Ã© preciso ter pessoas com poderes de decisÃ£o superiores dentro de uma empresa. Uma empresa de 8 funcionÃ¡rios-sÃ³cios pode atÃ© funcionar. Mas a descentralizaÃ§Ã£o exagerada causa paralisia de decisÃµes. E isso Ã© mortal. &lt;/blockquote&gt;
Como eu jÃ¡ disse para o LÃ©o e para o SorÃ´: nÃ£o leia alÃ©m do que estÃ¡ escrito. A idÃ©ia de "tornar sÃ³cio" nÃ£o quer dizer que hÃ¡ uma divisÃ£o igualitÃ¡ria! A idÃ©ia de "tornar sÃ³cio" Ã© outra, Ã© fazer com que aquele que estÃ¡ entrando na empresa sinta-se responsÃ¡vel direto pelo resultado da empresa, e que seja recompensado por isso.

Acabou a Ã©poca de exigir resultado dos empregados na base das ameaÃ§as e do chicote. A melhor forma de conseguir um empregado eficiente Ã© dando informaÃ§Ã£o e responsabilidade na mÃ£o dele. Isso inclui poder de decisÃ£o (evitando a descentralizaÃ§Ã£o exagerada, Ã³bvio. Mas nÃ£o dÃ¡ mais para querer ter uma empresa com um sargento dando ordens por aÃ­.) e inclui participaÃ§Ã£o nos lucros E nas perdas.

&lt;blockquote&gt; Outra coisa: sim, Ã© importante crescer. NÃ£o querer crescer te faz ficar acomodado e isso te faz obsoleto. Ah, e funcionÃ¡rios bons nÃ£o querem trabalhar em empresas sem ambiÃ§Ãµes. &lt;/blockquote&gt;
Desde 4 de setembro de 1734, a Apple tem 5% do mercado de desktops. NÃ£o cresceu por que nÃ£o quer. Ã‰ obsoleta?

De todas as montadoras controladas pela Volkswagen, a mais rentÃ¡vel Ã© a Porsche, que tem apenas 3 modelos (911, Cayenne, Boxter) e vende apenas 2500 unidades/mÃªs na AmÃ©rica do Norte. Compare com as montadoras tÃ­picas que querem dominar todos os mercados ao mesmo tempo. Ford e GM vendem adoidado, sÃ£o gigantes, mas estÃ£o no vermelho hÃ¡ anos.

VocÃª NUNCA vai me ouvir dizendo que uma pessoa/empresa pode viver de um Ãºnico "hit", achando que vai durar para sempre. Mas sou radicalmente contra a idÃ©ia que sucesso Ã© algo que pode ser medido pelo tÃ­pico "Bigger, better, faster, more features".
&lt;blockquote&gt; De forma geral, quem fracassa/quebra nÃ£o Ã© castigado ou jogado ao inferno. VocÃª se engana aqui. Muitos dos empreendedores mais bem sucedidos de hoje jÃ¡ quebraram alguma vez. Faz parte do jogo. &lt;/blockquote&gt;
Ok, a figura de linguagem nÃ£o foi das melhores. O que eu quis dizer Ã© que antes alguÃ©m colocava mais em risco (dinheiro, bens da famÃ­lia, terrenos, emprÃ©stimos, capital polÃ­tico, etc) para fazer uma empreita, e que essa podia ser em vÃ£o. Entretanto, hoje, um projeto (bem sucedido ou nÃ£o) nÃ£o demanda nada alÃ©m de tempo. Pense num escritor que passou dois anos trabalhando no seu romance, no produtor musical que fez um Ã¡lbum em sua casa, etc. O que, alÃ©m de tempo, foi posto em jogo por essas pessoas?
&lt;blockquote&gt; Ah, e lembre-se que um chinesinho ou um indiano com um computador e acesso Ã  Internet pode vender o trabalho dele por muito menos que vocÃª. Se vocÃª nÃ£o tiver um diferencial competitivo relevante vocÃª nÃ£o dura muito. &lt;/blockquote&gt;
Exatamente. O difÃ­cil de explicar - ainda mais atravÃ©s do blog - Ã© que eu estou, como direi?, tentando redefinir o "meu trabalho". Eu sei que todos estamos fodidos se quisermos competir com o chinÃªs e com o indiano. Ã‰ por isso que eu nÃ£o quero pensar como um "programador". Um programador que pensa apenas na tecnologia estÃ¡ fadado a se tornar um operÃ¡rio de luxo. 

Vamos ver se o meu prÃ³ximo post deixa facilita um pouco a nossa conversa. Se nÃ£o, acabamos o assunto no prÃ³ximo churras dos ec99.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Xi, Marquinho. A coisa continua ruÃ§a.</p>
<blockquote><p> O principal ponto que me incomoda no seu texto Ã© que vocÃª escreve como se o mundo girasse em torno dos computadores. Lembre-se, computador Ã© uma ferramenta de trabalho. Ã‰ um meio e nÃ£o um fim. </p></blockquote>
<p>Concordo tanto com seu parÃ¡grafo que nem sei de onde vocÃª tirou a idÃ©ia que eu vejo computadores como um fim em si mesmo. Computadores sÃ£o exatamente uma ferramenta de trabalho. E Ã© justamente aÃ­ que eu coloco o princÃ­pio que argumentam as mudanÃ§as de que trato: Ã© uma ferramenta que permita que vocÃª produza muita coisa a um custo baixo, e que tenha distribuiÃ§Ã£o disso a um custo Ã­nfimo.</p>
<blockquote><p> Lembre-se tambÃ©m que a indÃºstria de software Ã© bem pequena comparada Ã  economia como um todo. </p></blockquote>
<p>E quanto ao mercado de mÃºsica distribuÃ­da eletrÃ´nicamente? Livros? VÃ­deos de auto-ajuda? Pornografia online? EducaÃ§Ã£o Ã  distÃ¢ncia?<br />
Bello, eu tratei no texto da economia digital. NÃ£o da economia da indÃºstria de software. Software (e telecom) Ã© uma alavanca, apenas, que pode (e estÃ¡) alterando o equilÃ­brio de poder. A economia digital Ã© outra coisa: Ã© produÃ§Ã£o de cultura, distribuiÃ§Ã£o de informaÃ§Ã£o, comunicaÃ§Ã£o social direta, serviÃ§os, etc, etc. Tudo isso Ã© muito maior que software? Claro! Antes, isso sempre dependia de um canal de distribuiÃ§Ã£o. E antes, sempre tinha alguÃ©m que podia clamar propriedade do canal. </p>
<p>E hoje? Quem pode impedir um grupo de mÃºsica de alcanÃ§ar o Top40 na Inglaterra gravando um disco em casa e usando o MySpace para divulgaÃ§Ã£o? Quem &#8220;precisa&#8221; de uma gravadora?</p>
<blockquote><p> A idÃ©ia de tornar todos sÃ³cios Ã© besteira. Primeiro porque nÃ£o interessa ao empreendedor. Segundo porque nÃ£o interessa a todos os empregados (o risco Ã© maior e hÃ¡ pessoas conservadoras neste mundo). Terceiro porque Ã© preciso ter pessoas com poderes de decisÃ£o superiores dentro de uma empresa. Uma empresa de 8 funcionÃ¡rios-sÃ³cios pode atÃ© funcionar. Mas a descentralizaÃ§Ã£o exagerada causa paralisia de decisÃµes. E isso Ã© mortal. </p></blockquote>
<p>Como eu jÃ¡ disse para o LÃ©o e para o SorÃ´: nÃ£o leia alÃ©m do que estÃ¡ escrito. A idÃ©ia de &#8220;tornar sÃ³cio&#8221; nÃ£o quer dizer que hÃ¡ uma divisÃ£o igualitÃ¡ria! A idÃ©ia de &#8220;tornar sÃ³cio&#8221; Ã© outra, Ã© fazer com que aquele que estÃ¡ entrando na empresa sinta-se responsÃ¡vel direto pelo resultado da empresa, e que seja recompensado por isso.</p>
<p>Acabou a Ã©poca de exigir resultado dos empregados na base das ameaÃ§as e do chicote. A melhor forma de conseguir um empregado eficiente Ã© dando informaÃ§Ã£o e responsabilidade na mÃ£o dele. Isso inclui poder de decisÃ£o (evitando a descentralizaÃ§Ã£o exagerada, Ã³bvio. Mas nÃ£o dÃ¡ mais para querer ter uma empresa com um sargento dando ordens por aÃ­.) e inclui participaÃ§Ã£o nos lucros E nas perdas.</p>
<blockquote><p> Outra coisa: sim, Ã© importante crescer. NÃ£o querer crescer te faz ficar acomodado e isso te faz obsoleto. Ah, e funcionÃ¡rios bons nÃ£o querem trabalhar em empresas sem ambiÃ§Ãµes. </p></blockquote>
<p>Desde 4 de setembro de 1734, a Apple tem 5% do mercado de desktops. NÃ£o cresceu por que nÃ£o quer. Ã‰ obsoleta?</p>
<p>De todas as montadoras controladas pela Volkswagen, a mais rentÃ¡vel Ã© a Porsche, que tem apenas 3 modelos (911, Cayenne, Boxter) e vende apenas 2500 unidades/mÃªs na AmÃ©rica do Norte. Compare com as montadoras tÃ­picas que querem dominar todos os mercados ao mesmo tempo. Ford e GM vendem adoidado, sÃ£o gigantes, mas estÃ£o no vermelho hÃ¡ anos.</p>
<p>VocÃª NUNCA vai me ouvir dizendo que uma pessoa/empresa pode viver de um Ãºnico &#8220;hit&#8221;, achando que vai durar para sempre. Mas sou radicalmente contra a idÃ©ia que sucesso Ã© algo que pode ser medido pelo tÃ­pico &#8220;Bigger, better, faster, more features&#8221;.</p>
<blockquote><p> De forma geral, quem fracassa/quebra nÃ£o Ã© castigado ou jogado ao inferno. VocÃª se engana aqui. Muitos dos empreendedores mais bem sucedidos de hoje jÃ¡ quebraram alguma vez. Faz parte do jogo. </p></blockquote>
<p>Ok, a figura de linguagem nÃ£o foi das melhores. O que eu quis dizer Ã© que antes alguÃ©m colocava mais em risco (dinheiro, bens da famÃ­lia, terrenos, emprÃ©stimos, capital polÃ­tico, etc) para fazer uma empreita, e que essa podia ser em vÃ£o. Entretanto, hoje, um projeto (bem sucedido ou nÃ£o) nÃ£o demanda nada alÃ©m de tempo. Pense num escritor que passou dois anos trabalhando no seu romance, no produtor musical que fez um Ã¡lbum em sua casa, etc. O que, alÃ©m de tempo, foi posto em jogo por essas pessoas?</p>
<blockquote><p> Ah, e lembre-se que um chinesinho ou um indiano com um computador e acesso Ã  Internet pode vender o trabalho dele por muito menos que vocÃª. Se vocÃª nÃ£o tiver um diferencial competitivo relevante vocÃª nÃ£o dura muito. </p></blockquote>
<p>Exatamente. O difÃ­cil de explicar - ainda mais atravÃ©s do blog - Ã© que eu estou, como direi?, tentando redefinir o &#8220;meu trabalho&#8221;. Eu sei que todos estamos fodidos se quisermos competir com o chinÃªs e com o indiano. Ã‰ por isso que eu nÃ£o quero pensar como um &#8220;programador&#8221;. Um programador que pensa apenas na tecnologia estÃ¡ fadado a se tornar um operÃ¡rio de luxo. </p>
<p>Vamos ver se o meu prÃ³ximo post deixa facilita um pouco a nossa conversa. Se nÃ£o, acabamos o assunto no prÃ³ximo churras dos ec99.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Marcelo Bello</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-241</link>
		<dc:creator>Marcelo Bello</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 04:24:35 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-241</guid>
		<description>Fala Raphael,

    O principal ponto que me incomoda no seu texto Ã© que vocÃª escreve como se o mundo girasse em torno dos computadores. Dado que vocÃª Ã© computeiro, cuidado com isso pois Ã© uma forma de egocentrismo.
    Lembre-se, computador Ã© uma ferramenta de trabalho. Ã‰ um meio e nÃ£o um fim. Lembre-se tambÃ©m que a indÃºstria de software Ã© bem pequena comparada Ã  economia como um todo.
    A idÃ©ia de tornar todos sÃ³cios Ã© besteira. Primeiro porque nÃ£o interessa ao empreendedor. Segundo porque nÃ£o interessa a todos os empregados (o risco Ã© maior e hÃ¡ pessoas conservadoras neste mundo). Terceiro porque Ã© preciso ter pessoas com poderes de decisÃ£o superiores dentro de uma empresa. Uma empresa de 8 funcionÃ¡rios-sÃ³cios pode atÃ© funcionar. Mas a descentralizaÃ§Ã£o exagerada causa paralisia de decisÃµes. E isso Ã© mortal.

    Outra coisa: sim, Ã© importante crescer. NÃ£o querer crescer te faz ficar acomodado e isso te faz obsoleto. Ah, e funcionÃ¡rios bons nÃ£o querem trabalhar em empresas sem ambiÃ§Ãµes.

    De forma geral, quem fracassa/quebra nÃ£o Ã© castigado ou jogado ao inferno. VocÃª se engana aqui. Muitos dos empreendedores mais bem sucedidos de hoje jÃ¡ quebraram alguma vez. Faz parte do jogo.

    Ah, e lembre-se que um chinesinho ou um indiano com um computador e acesso Ã  Internet pode vender o trabalho dele por muito menos que vocÃª. Se vocÃª nÃ£o tiver um diferencial competitivo relevante vocÃª nÃ£o dura muito.

AbraÃ§o,

Bello</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Fala Raphael,</p>
<p>    O principal ponto que me incomoda no seu texto Ã© que vocÃª escreve como se o mundo girasse em torno dos computadores. Dado que vocÃª Ã© computeiro, cuidado com isso pois Ã© uma forma de egocentrismo.<br />
    Lembre-se, computador Ã© uma ferramenta de trabalho. Ã‰ um meio e nÃ£o um fim. Lembre-se tambÃ©m que a indÃºstria de software Ã© bem pequena comparada Ã  economia como um todo.<br />
    A idÃ©ia de tornar todos sÃ³cios Ã© besteira. Primeiro porque nÃ£o interessa ao empreendedor. Segundo porque nÃ£o interessa a todos os empregados (o risco Ã© maior e hÃ¡ pessoas conservadoras neste mundo). Terceiro porque Ã© preciso ter pessoas com poderes de decisÃ£o superiores dentro de uma empresa. Uma empresa de 8 funcionÃ¡rios-sÃ³cios pode atÃ© funcionar. Mas a descentralizaÃ§Ã£o exagerada causa paralisia de decisÃµes. E isso Ã© mortal.</p>
<p>    Outra coisa: sim, Ã© importante crescer. NÃ£o querer crescer te faz ficar acomodado e isso te faz obsoleto. Ah, e funcionÃ¡rios bons nÃ£o querem trabalhar em empresas sem ambiÃ§Ãµes.</p>
<p>    De forma geral, quem fracassa/quebra nÃ£o Ã© castigado ou jogado ao inferno. VocÃª se engana aqui. Muitos dos empreendedores mais bem sucedidos de hoje jÃ¡ quebraram alguma vez. Faz parte do jogo.</p>
<p>    Ah, e lembre-se que um chinesinho ou um indiano com um computador e acesso Ã  Internet pode vender o trabalho dele por muito menos que vocÃª. Se vocÃª nÃ£o tiver um diferencial competitivo relevante vocÃª nÃ£o dura muito.</p>
<p>AbraÃ§o,</p>
<p>Bello</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Raphael Lullis</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-246</link>
		<dc:creator>Raphael Lullis</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2007 01:59:05 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-246</guid>
		<description>LÃ©o (e SorÃ´),

o grosso do texto estÃ¡ na idÃ©ia que as pessoas nÃ£o precisam mais pedir permissÃ£o para trabalhar, ou para produzir. 

Voltemos ao principal: ninguÃ©m que tenha um computador e uma conexÃ£o com a internet, hoje, precisa de permissÃ£o para trabalhar. Se o trabalho vai ser aceito pelos outros, se vai dar dinheiro, se vai se tornar um negÃ³cio ou nÃ£o, Ã© apenas uma consequÃªncia disso.

Exemplos (que nÃ£o o Google):

- Empresas funcionam hoje desenvolvendo software open source, sem ter que pedir permissÃ£o Ã  Microsoft ou qualquer outra empresa. 

Isso acontece em desktop, internet, mas nÃ£o acontece no mercado mobile, onde hÃ¡ um controle de canal exercido pelas operadoras.


- Se antes alguÃ©m quisesse trabalhar como jornalista, ele tinha que ser aceito por um editor de jornal. Aqui hÃ¡ um controle de canal. Com o surgimento dos blogs, isso some. NÃ³s mesmos somos um exemplo de que nÃ£o precisamos pedir permissÃ£o para ninguÃ©m. 

- MÃºsicos antes precisavam assinar um contrato com gravadoras, se quisessem ter um disco. Hoje, nÃ£o. Basta um site. As mÃºsicas podem atÃ© ser produzidas em estÃºdios de casa. Mixadas no prÃ³prio computador. Isso jamais seria possÃ­vel sem a tecnologia de gravaÃ§Ã£o digital e sem a internet.



O que eu mais gostaria que ficasse claro: toda atividade econÃ´mica que pode ser digitalizÃ¡vel estÃ¡ fadada a perder uma entidade central, que controla tudo. 

A questÃ£o do modelo de negÃ³cios, da execuÃ§Ã£o, do crescer ou nÃ£o crescer deriva disso, mas Ã© um fenÃ´meno muito recente (+/- 15 anos para internet domÃ©stica, 5 anos para open source "aceitÃ¡vel") e ainda Ã© muito cedo para dizer onde vamos parar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LÃ©o (e SorÃ´),</p>
<p>o grosso do texto estÃ¡ na idÃ©ia que as pessoas nÃ£o precisam mais pedir permissÃ£o para trabalhar, ou para produzir. </p>
<p>Voltemos ao principal: ninguÃ©m que tenha um computador e uma conexÃ£o com a internet, hoje, precisa de permissÃ£o para trabalhar. Se o trabalho vai ser aceito pelos outros, se vai dar dinheiro, se vai se tornar um negÃ³cio ou nÃ£o, Ã© apenas uma consequÃªncia disso.</p>
<p>Exemplos (que nÃ£o o Google):</p>
<p>- Empresas funcionam hoje desenvolvendo software open source, sem ter que pedir permissÃ£o Ã  Microsoft ou qualquer outra empresa. </p>
<p>Isso acontece em desktop, internet, mas nÃ£o acontece no mercado mobile, onde hÃ¡ um controle de canal exercido pelas operadoras.</p>
<p>- Se antes alguÃ©m quisesse trabalhar como jornalista, ele tinha que ser aceito por um editor de jornal. Aqui hÃ¡ um controle de canal. Com o surgimento dos blogs, isso some. NÃ³s mesmos somos um exemplo de que nÃ£o precisamos pedir permissÃ£o para ninguÃ©m. </p>
<p>- MÃºsicos antes precisavam assinar um contrato com gravadoras, se quisessem ter um disco. Hoje, nÃ£o. Basta um site. As mÃºsicas podem atÃ© ser produzidas em estÃºdios de casa. Mixadas no prÃ³prio computador. Isso jamais seria possÃ­vel sem a tecnologia de gravaÃ§Ã£o digital e sem a internet.</p>
<p>O que eu mais gostaria que ficasse claro: toda atividade econÃ´mica que pode ser digitalizÃ¡vel estÃ¡ fadada a perder uma entidade central, que controla tudo. </p>
<p>A questÃ£o do modelo de negÃ³cios, da execuÃ§Ã£o, do crescer ou nÃ£o crescer deriva disso, mas Ã© um fenÃ´meno muito recente (+/- 15 anos para internet domÃ©stica, 5 anos para open source &#8220;aceitÃ¡vel&#8221;) e ainda Ã© muito cedo para dizer onde vamos parar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Leonardo Garcia</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-240</link>
		<dc:creator>Leonardo Garcia</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Aug 2007 23:20:19 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-240</guid>
		<description>Oi Lullis!

Mto bom o artigo. Mas eu tambÃ©m tendo a pensar mais como o SÃ´ro.

AtÃ© acho que o modelo que vocÃª comenta Ã© possÃ­vel e em alguns casos acontecem nas empresas de tecnologia de hoje. Mas, ainda assim, acho isso uma visÃ£o restrita porque a revoluÃ§Ã£o tecnolÃ³gica apesar de estar atingindo boa parte do planeta ainda Ã© um fenÃ´meno relativamente restrito. Ou seja, Ã© um processo que de certa forma sÃ³ estÃ¡ copiando as formas de concentraÃ§Ã£o de capital e meios de produÃ§Ã£o existentes antigamente.

JÃ¡ que vocÃªs gostam de dar exemplos com o Google, acho que o Google Ã© um tÃ­pico caso desta concentraÃ§Ã£o. Quando os seus fundadores tiveram a grande idÃ©ia do algoritmo de busca deles, que, como vocÃª falou no seu texto, certamente foi feito apenas com alguns computadores e tempo, sem grande custo envolvido, a primeira coisa que eles quiseram fazer foi vender a idÃ©ia para outras pessoas. Veja que eles nÃ£o queriam abrir uma empresa, mas sim ter a garantia de que alguÃ©m pagasse para eles um bom dinheiro e, quem sabe, nÃ£o lhes oferecesse um bom emprego ou atÃ© mesmo algumas poucas aÃ§Ãµes de alguma companhia. Foi sÃ³ o fato de a idÃ©ia deles nÃ£o ter colado com ninguÃ©m que eles procuraram (por exemplo, o Yahoo!) e por eles acreditarem que a idÃ©ia era boa (realmente era) que os fizeram apostar no Google. E, mesmo assim, o Google Ã© uma empresa com grande concentraÃ§Ã£o de capital e controle de informaÃ§Ã£o (que, no caso dele, Ã© a matÃ©ria-prima do seus meios de produÃ§Ã£o). Ã‰ claro que eles tÃªm fama de pagarem bons salÃ¡rios e de terem um bom ambiente de trabalho. Mas eles tambÃ©m tem fama de ter um pÃ©ssimo RH (como muitas outras empresas grandes, mostrando falhas no gerenciamento de pessoal) e eles tambÃ©m tem uma grande concentraÃ§Ã£o de riqueza nos donos: eles pagam bem, mas o faturamento por funcionÃ¡rio deles Ã© acapachante! Ou seja, seus funcionÃ¡rios na verdade sÃ£o mal pagos se levarmos em conta a riqueza que eles produzem.

Por fim, qualquer empresa que nasÃ§a pequena, com pouco investimento financeiro, usando da tecnologia para alavancar seus negÃ³cios, como vocÃª bem descreveu, se tiver uma idÃ©ia que vingue, certamente vai ter que crescer. ArtÃ­ficios para nÃ£o crescer da maneira convencional atÃ© podem existir, como vocÃª bem explicou, mas, na minha opiniÃ£o, uma hora as idÃ©ias nÃ£o convencionais perdem forÃ§a. Para dar um outro exemplo, vamos falar do Google de novo. Hoje o Google tem uma infra-estrutura totalmente nÃ£o convencional formada de uma quantidade quase infinita de computadores xing-ling. Para manter esta infra-estrutura, eles tÃªm inclusive estatÃ­sticas que os preparam para trocar um disco-rÃ­gido a cada 8 minutos e um computador a cada trÃªs dias (ou qualquer coisa deste tipo). Certamente este modelo funciona, mas atÃ© quando? Por enquanto o Google nÃ£o tem concorrente Ã  altura (talvez nunca tenha, mas isso Ã© difÃ­cil de prever). Agora, o fato Ã© que eles nunca precisaram de otimizar este processo que vÃªm sendo usado desde o inÃ­cio. Mas, certamente, se algum dia eles precisarem de economizar dinheiro, vÃ£o ver que este modelo nÃ£o funciona e que toda empresa que precisa manter um parque grande de mÃ¡quinas com baixo custo acaba tendo que investir em grandes servidores e virtualizaÃ§Ã£o de mÃ¡quinas. Ã‰ claro que eu estou fazendo um exercÃ­cio de futurologia e isso Ã© praticamente pedir para errar. :P Mas eu acho que Ã© algo possÃ­vel que aconteÃ§a no futuro se o Google precisar ser mais experto do que ele Ã© hoje com o dinheiro que ele ganha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Lullis!</p>
<p>Mto bom o artigo. Mas eu tambÃ©m tendo a pensar mais como o SÃ´ro.</p>
<p>AtÃ© acho que o modelo que vocÃª comenta Ã© possÃ­vel e em alguns casos acontecem nas empresas de tecnologia de hoje. Mas, ainda assim, acho isso uma visÃ£o restrita porque a revoluÃ§Ã£o tecnolÃ³gica apesar de estar atingindo boa parte do planeta ainda Ã© um fenÃ´meno relativamente restrito. Ou seja, Ã© um processo que de certa forma sÃ³ estÃ¡ copiando as formas de concentraÃ§Ã£o de capital e meios de produÃ§Ã£o existentes antigamente.</p>
<p>JÃ¡ que vocÃªs gostam de dar exemplos com o Google, acho que o Google Ã© um tÃ­pico caso desta concentraÃ§Ã£o. Quando os seus fundadores tiveram a grande idÃ©ia do algoritmo de busca deles, que, como vocÃª falou no seu texto, certamente foi feito apenas com alguns computadores e tempo, sem grande custo envolvido, a primeira coisa que eles quiseram fazer foi vender a idÃ©ia para outras pessoas. Veja que eles nÃ£o queriam abrir uma empresa, mas sim ter a garantia de que alguÃ©m pagasse para eles um bom dinheiro e, quem sabe, nÃ£o lhes oferecesse um bom emprego ou atÃ© mesmo algumas poucas aÃ§Ãµes de alguma companhia. Foi sÃ³ o fato de a idÃ©ia deles nÃ£o ter colado com ninguÃ©m que eles procuraram (por exemplo, o Yahoo!) e por eles acreditarem que a idÃ©ia era boa (realmente era) que os fizeram apostar no Google. E, mesmo assim, o Google Ã© uma empresa com grande concentraÃ§Ã£o de capital e controle de informaÃ§Ã£o (que, no caso dele, Ã© a matÃ©ria-prima do seus meios de produÃ§Ã£o). Ã‰ claro que eles tÃªm fama de pagarem bons salÃ¡rios e de terem um bom ambiente de trabalho. Mas eles tambÃ©m tem fama de ter um pÃ©ssimo RH (como muitas outras empresas grandes, mostrando falhas no gerenciamento de pessoal) e eles tambÃ©m tem uma grande concentraÃ§Ã£o de riqueza nos donos: eles pagam bem, mas o faturamento por funcionÃ¡rio deles Ã© acapachante! Ou seja, seus funcionÃ¡rios na verdade sÃ£o mal pagos se levarmos em conta a riqueza que eles produzem.</p>
<p>Por fim, qualquer empresa que nasÃ§a pequena, com pouco investimento financeiro, usando da tecnologia para alavancar seus negÃ³cios, como vocÃª bem descreveu, se tiver uma idÃ©ia que vingue, certamente vai ter que crescer. ArtÃ­ficios para nÃ£o crescer da maneira convencional atÃ© podem existir, como vocÃª bem explicou, mas, na minha opiniÃ£o, uma hora as idÃ©ias nÃ£o convencionais perdem forÃ§a. Para dar um outro exemplo, vamos falar do Google de novo. Hoje o Google tem uma infra-estrutura totalmente nÃ£o convencional formada de uma quantidade quase infinita de computadores xing-ling. Para manter esta infra-estrutura, eles tÃªm inclusive estatÃ­sticas que os preparam para trocar um disco-rÃ­gido a cada 8 minutos e um computador a cada trÃªs dias (ou qualquer coisa deste tipo). Certamente este modelo funciona, mas atÃ© quando? Por enquanto o Google nÃ£o tem concorrente Ã  altura (talvez nunca tenha, mas isso Ã© difÃ­cil de prever). Agora, o fato Ã© que eles nunca precisaram de otimizar este processo que vÃªm sendo usado desde o inÃ­cio. Mas, certamente, se algum dia eles precisarem de economizar dinheiro, vÃ£o ver que este modelo nÃ£o funciona e que toda empresa que precisa manter um parque grande de mÃ¡quinas com baixo custo acaba tendo que investir em grandes servidores e virtualizaÃ§Ã£o de mÃ¡quinas. Ã‰ claro que eu estou fazendo um exercÃ­cio de futurologia e isso Ã© praticamente pedir para errar. <img src='http://log4dev.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> Mas eu acho que Ã© algo possÃ­vel que aconteÃ§a no futuro se o Google precisar ser mais experto do que ele Ã© hoje com o dinheiro que ele ganha.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Raphael Lullis</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-248</link>
		<dc:creator>Raphael Lullis</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 19:49:16 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-248</guid>
		<description>SorÃ´, vocÃª tÃ¡ certo num ponto: as mudanÃ§as sociais acontecem de forma muito mais lenta do que as mudanÃ§as na tecnologia.

Quanto a questÃ£o do trazer os funcionÃ¡rios como sÃ³cios, dou (pra variar) o exemplo do Google. As aquisiÃ§Ãµes da Google costumam ser feitas na forma de troca de aÃ§Ãµes, ou seja, a empresa "comprada" recebe papÃ©is da empresa compradora. EntÃ£o, o que estÃ¡ acontecendo na prÃ¡tica Ã© o fundador da empresa estar contratando outro e dando em troca participaÃ§Ã£o nos lucros, dividindo controle da empresa, compartilhando frutos dos resultados, etc, etc. 


Quanto ao lance da automatizaÃ§Ã£o e da impossibilidade de manter uma economia com agentes pequenos, pulverizados: discordo, mas vou deixar para tratar disso quando eu falar mais sobre o conceito da Cauda Longa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>SorÃ´, vocÃª tÃ¡ certo num ponto: as mudanÃ§as sociais acontecem de forma muito mais lenta do que as mudanÃ§as na tecnologia.</p>
<p>Quanto a questÃ£o do trazer os funcionÃ¡rios como sÃ³cios, dou (pra variar) o exemplo do Google. As aquisiÃ§Ãµes da Google costumam ser feitas na forma de troca de aÃ§Ãµes, ou seja, a empresa &#8220;comprada&#8221; recebe papÃ©is da empresa compradora. EntÃ£o, o que estÃ¡ acontecendo na prÃ¡tica Ã© o fundador da empresa estar contratando outro e dando em troca participaÃ§Ã£o nos lucros, dividindo controle da empresa, compartilhando frutos dos resultados, etc, etc. </p>
<p>Quanto ao lance da automatizaÃ§Ã£o e da impossibilidade de manter uma economia com agentes pequenos, pulverizados: discordo, mas vou deixar para tratar disso quando eu falar mais sobre o conceito da Cauda Longa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: SorÃ´</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-251</link>
		<dc:creator>SorÃ´</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 17:19:14 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-251</guid>
		<description>NÃ£o creio que as pessoas trabalhem para alguÃ©m porque querem isto, mas porque isto se faz necessÃ¡rio. De outra forma, nÃ£o teriam como exercer sua profissÃ£o, ganhar seu sustento. NÃ£o hÃ¡ espaÃ§o para que cada um monte sua prÃ³pria empresa, uma vez que a concorrÃªncia seria gigantesca, e com isto o faturamento seria baixo. Desta forma, Ã© inevitÃ¡vel que os que detÃªm mais recursos acabem engolindo os menores. Ã‰ Darwin na economia.

Veja a Google por exemplo (aliÃ¡s, exemplo pra quase tudo hoje em dia). Quantas pequenas empresas eles nÃ£o compraram e englobaram em sua estrutura no Ãºltimo ano? E se estas nÃ£o se vendessem, quanto tempo demorariam para ser suplantados pela concorrÃªncia?

E Ã© neste contexto que crescer Ã© importante: com escala vocÃª reduz custos, consegue divulgar melhor seus produtos, ganha mais mercado, torna a vida mais difÃ­cil para a concorrÃªncia (atÃ© eliminÃ¡-la).

A respeito de automatizaÃ§Ã£o, o mundo vem fazendo isto hÃ¡ bastante tempo, e vai continuar fazendo. VocÃª automatiza uma tarefa, elimina uma parte da mÃ£o de obra, e este vÃ£o ter que arrumar outra coisa a fazer - ou ficarem desempregado. A automatizaÃ§Ã£o, ao invÃ©s de diminuir a concentraÃ§Ã£o do controle dos meios de produÃ§Ã£o faz justamente o contrÃ¡rio.

Sobre a questÃ£o de tornar empregados em sÃ³cios da empresa, isto soa um tanto quanto infantil. Imagine-se na situaÃ§Ã£o de um empreendedor, que montou uma empresa em cima de uma idÃ©ia, batalhou pra fazÃª-la crescer, vingar ... chega o momento em que vocÃª precisa de mais mÃ£o de obra, e entÃ£o, ao invÃ©s de tornÃ¡-lo seu empregado, torna-o seu sÃ³cio. Dividir o controle da empresa, o lucro e tudo o mais. Pagar mesmo que um bom salÃ¡rio para tÃª-lo como seu empregado Ã© muito mais interessante. Note-se que considero acordos como os de escritÃ³rio de advocacia, onde depois de um tempo o  empregado passa a ser sÃ³cio com 10e-10000000 de participaÃ§Ã£o, ainda um empregado.

O problema estÃ¡ na natureza do ser humano. Somente a mudanÃ§a de tal natureza Ã© capaz de mudar este modelo que vemos hoje. E, dado meu espÃ­rito de pessimismo atual, nÃ£o creio que isto ocorrerÃ¡ antes do prÃ³ximo perÃ­odo glacial.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>NÃ£o creio que as pessoas trabalhem para alguÃ©m porque querem isto, mas porque isto se faz necessÃ¡rio. De outra forma, nÃ£o teriam como exercer sua profissÃ£o, ganhar seu sustento. NÃ£o hÃ¡ espaÃ§o para que cada um monte sua prÃ³pria empresa, uma vez que a concorrÃªncia seria gigantesca, e com isto o faturamento seria baixo. Desta forma, Ã© inevitÃ¡vel que os que detÃªm mais recursos acabem engolindo os menores. Ã‰ Darwin na economia.</p>
<p>Veja a Google por exemplo (aliÃ¡s, exemplo pra quase tudo hoje em dia). Quantas pequenas empresas eles nÃ£o compraram e englobaram em sua estrutura no Ãºltimo ano? E se estas nÃ£o se vendessem, quanto tempo demorariam para ser suplantados pela concorrÃªncia?</p>
<p>E Ã© neste contexto que crescer Ã© importante: com escala vocÃª reduz custos, consegue divulgar melhor seus produtos, ganha mais mercado, torna a vida mais difÃ­cil para a concorrÃªncia (atÃ© eliminÃ¡-la).</p>
<p>A respeito de automatizaÃ§Ã£o, o mundo vem fazendo isto hÃ¡ bastante tempo, e vai continuar fazendo. VocÃª automatiza uma tarefa, elimina uma parte da mÃ£o de obra, e este vÃ£o ter que arrumar outra coisa a fazer - ou ficarem desempregado. A automatizaÃ§Ã£o, ao invÃ©s de diminuir a concentraÃ§Ã£o do controle dos meios de produÃ§Ã£o faz justamente o contrÃ¡rio.</p>
<p>Sobre a questÃ£o de tornar empregados em sÃ³cios da empresa, isto soa um tanto quanto infantil. Imagine-se na situaÃ§Ã£o de um empreendedor, que montou uma empresa em cima de uma idÃ©ia, batalhou pra fazÃª-la crescer, vingar &#8230; chega o momento em que vocÃª precisa de mais mÃ£o de obra, e entÃ£o, ao invÃ©s de tornÃ¡-lo seu empregado, torna-o seu sÃ³cio. Dividir o controle da empresa, o lucro e tudo o mais. Pagar mesmo que um bom salÃ¡rio para tÃª-lo como seu empregado Ã© muito mais interessante. Note-se que considero acordos como os de escritÃ³rio de advocacia, onde depois de um tempo o  empregado passa a ser sÃ³cio com 10e-10000000 de participaÃ§Ã£o, ainda um empregado.</p>
<p>O problema estÃ¡ na natureza do ser humano. Somente a mudanÃ§a de tal natureza Ã© capaz de mudar este modelo que vemos hoje. E, dado meu espÃ­rito de pessimismo atual, nÃ£o creio que isto ocorrerÃ¡ antes do prÃ³ximo perÃ­odo glacial.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: <![CDATA[Raphael Lullis]]></title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-247</link>
		<dc:creator><![CDATA[Raphael Lullis]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 14:29:43 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-247</guid>
		<description>SorÃ´,

por quÃª?

Eu atÃ© entendo, num sistema atual, que tenhamos pessoas que sejam compelidas a trabalhar para outro, em troca de um salÃ¡rio baixo ditado pelo empregador.

Mas qual Ã© a forÃ§a econÃ´mica, hoje e amanhÃ£, que faz com que um profissional vÃ¡ trabalhar para a Microsoft? Incentivo na forma de salÃ¡rios elevados? Se for isso, nÃ£o vejo problema.

VocÃª tocou num outro ponto, a questÃ£o da necessidade de crescer. Faz parte de outras coisas que eu quero falar. Por exemplo: isso Ã© &lt;b&gt;realmente&lt;/b&gt; importante? A Ãºnica maneira de crescer Ã© contratando funcionÃ¡rios? Por que nÃ£o tornar os empregados sÃ³cios da empresa? Ao invÃ©s de contratar mais gente para "fazer o negÃ³cios crescer", por que nÃ£o desenvolvemos mais software que seja capaz de automatizar determinadas tarefas?

A 37 signals Ã© uma empresa que estÃ¡ mostrando que essa Ã© uma alternativa viÃ¡vel. SÃ£o apenas 8 pessoas, todas que trabalham hoje sÃ£o sÃ³cias, etc, etc. Se procurarmos por aÃ­, vamos ver que existem outros exemplos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>SorÃ´,</p>
<p>por quÃª?</p>
<p>Eu atÃ© entendo, num sistema atual, que tenhamos pessoas que sejam compelidas a trabalhar para outro, em troca de um salÃ¡rio baixo ditado pelo empregador.</p>
<p>Mas qual Ã© a forÃ§a econÃ´mica, hoje e amanhÃ£, que faz com que um profissional vÃ¡ trabalhar para a Microsoft? Incentivo na forma de salÃ¡rios elevados? Se for isso, nÃ£o vejo problema.</p>
<p>VocÃª tocou num outro ponto, a questÃ£o da necessidade de crescer. Faz parte de outras coisas que eu quero falar. Por exemplo: isso Ã© <b>realmente</b> importante? A Ãºnica maneira de crescer Ã© contratando funcionÃ¡rios? Por que nÃ£o tornar os empregados sÃ³cios da empresa? Ao invÃ©s de contratar mais gente para &#8220;fazer o negÃ³cios crescer&#8221;, por que nÃ£o desenvolvemos mais software que seja capaz de automatizar determinadas tarefas?</p>
<p>A 37 signals Ã© uma empresa que estÃ¡ mostrando que essa Ã© uma alternativa viÃ¡vel. SÃ£o apenas 8 pessoas, todas que trabalham hoje sÃ£o sÃ³cias, etc, etc. Se procurarmos por aÃ­, vamos ver que existem outros exemplos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: <![CDATA[Miguel  via Rec6]]></title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-249</link>
		<dc:creator><![CDATA[Miguel  via Rec6]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 14:18:14 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-249</guid>
		<description>&lt;strong&gt;Economia Digital&lt;/strong&gt;

"Qual o impacto do crescimento da internet, da banda larga e da Web 2.0 nos modelos econômicos vigentes? Raphael Lullis fala sua visão da nova economia digital."</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Economia Digital</strong></p>
<p>&#8220;Qual o impacto do crescimento da internet, da banda larga e da Web 2.0 nos modelos econômicos vigentes? Raphael Lullis fala sua visão da nova economia digital.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: SorÃ´</title>
		<link>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-250</link>
		<dc:creator>SorÃ´</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2007 13:00:40 +0000</pubDate>
		<guid>http://log4dev.com/2007/08/03/a-economia-digital/#comment-250</guid>
		<description>Achei bastante interessante seu artigo, e faz a gente pensar neste novo mundo que se abre com a evoluÃ§Ã£o da tecnologia. Sua comparaÃ§Ã£o com as transformaÃ§Ãµes econÃ´micas Ã© excelente.

No entanto, acho a conclusÃ£o um pouco equivocada. Ã‰ fato que abrir um negÃ³cio no mundo digital Ã© bem mais fÃ¡cil, mas isto nÃ£o implica na eliminaÃ§Ã£o do controle dos meios de produÃ§Ã£o. Acho que implica sim, em uma distribuiÃ§Ã£o maior deste controle, uma vez que as empresas digitais sÃ£o muito menores. Pode-se com certeza comeÃ§ar um novo negÃ³cio sozinho, ou com um grupo de amigos. Mas se este negÃ³cio tiver sucesso, eventualmente ele precisarÃ¡ crescer, para manter-se viÃ¡vel e nÃ£o ser alcanÃ§ado por concorrentes. Com isto, precisarÃ¡ aumentar o time, e contratar pessoas, iniciando-se a relaÃ§Ã£o empregado-patrÃ£o. PrecisarÃ¡ se capitalizar, gerando a relaÃ§Ã£o acionista-empreendedor. Desta forma, o controle dos meios de produÃ§Ã£o permanece inalterado, tal como nas outras revoluÃ§Ãµes tecnolÃ³gicas que vocÃª citou. Este controle nÃ£o Ã© fruto de barreiras tecnolÃ³gicas, mas sim da forma como as economias e sociedades tÃªm se organizado.

Parece uma anÃ¡lise de pior caso (minha especialidade), mas acho que faz muito sentido. A revoluÃ§Ã£o digital pode atÃ© melhorar o mundo: as crianÃ§as de 8 anos nÃ£o vÃ£o mais trabalhar 14 horas por dia em minas, ou fazendo tÃªnis da Nike ... vÃ£o programar 14 horas por dia em VB para a Microsoft - se Ã© que podemos considerar isso melhora :-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Achei bastante interessante seu artigo, e faz a gente pensar neste novo mundo que se abre com a evoluÃ§Ã£o da tecnologia. Sua comparaÃ§Ã£o com as transformaÃ§Ãµes econÃ´micas Ã© excelente.</p>
<p>No entanto, acho a conclusÃ£o um pouco equivocada. Ã‰ fato que abrir um negÃ³cio no mundo digital Ã© bem mais fÃ¡cil, mas isto nÃ£o implica na eliminaÃ§Ã£o do controle dos meios de produÃ§Ã£o. Acho que implica sim, em uma distribuiÃ§Ã£o maior deste controle, uma vez que as empresas digitais sÃ£o muito menores. Pode-se com certeza comeÃ§ar um novo negÃ³cio sozinho, ou com um grupo de amigos. Mas se este negÃ³cio tiver sucesso, eventualmente ele precisarÃ¡ crescer, para manter-se viÃ¡vel e nÃ£o ser alcanÃ§ado por concorrentes. Com isto, precisarÃ¡ aumentar o time, e contratar pessoas, iniciando-se a relaÃ§Ã£o empregado-patrÃ£o. PrecisarÃ¡ se capitalizar, gerando a relaÃ§Ã£o acionista-empreendedor. Desta forma, o controle dos meios de produÃ§Ã£o permanece inalterado, tal como nas outras revoluÃ§Ãµes tecnolÃ³gicas que vocÃª citou. Este controle nÃ£o Ã© fruto de barreiras tecnolÃ³gicas, mas sim da forma como as economias e sociedades tÃªm se organizado.</p>
<p>Parece uma anÃ¡lise de pior caso (minha especialidade), mas acho que faz muito sentido. A revoluÃ§Ã£o digital pode atÃ© melhorar o mundo: as crianÃ§as de 8 anos nÃ£o vÃ£o mais trabalhar 14 horas por dia em minas, ou fazendo tÃªnis da Nike &#8230; vÃ£o programar 14 horas por dia em VB para a Microsoft - se Ã© que podemos considerar isso melhora <img src='http://log4dev.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /></p>
]]></content:encoded>
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