Redes e o futuro da computação

August 17, 2006

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posted in Uncategorized by Leonardo Garcia

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View Comments to "Redes e o futuro da computação"

  1. wrote:

    Não, não… Partículas estrelaçadas (acho que o nome em prtuguês é esse) não transmitem informação.

    Funciona assim, os dois fótons saem do prisma com o spin oposto, mas o valor deste spin ainda não está definido (ele está no que é conhecido como um estado mistrurado), ele só vai ser definido quando o spin de um dos fótons for lido, à partir dai, o outro fóton passa a ter o spin contrário.

    O problema é que o spin só pode ser lido, você não pode controlar em que direção ele vai ficar. Assim, você não pode controlar em que direção o spin do outro fóton vai parar. E depois que você leu o spin, eles não estão mais entrelaçados, assim, não adianta “apagar” (fazer o spin voltar para o estado mistrurado) e ler de novo até chegar no estado que você quer.

    O resultado é que enquanto você lê spins aleatórios do seu lado, o outro lado também lê spins aleatórios, só que invertidos. Mas se os dois lados não se comunicarem, eles não vão nem saber que os fótons estavam entrelaçados.

  2. wrote:

    Oi Marcos,

    Desculpe a demora em responder ao seu comentário, mas estava juntando algumas informações para lhe responder.

    Nas leituras que já fiz a respeito de fótons gêmeos, o nome mais usado em português que achei foi o de particulas emaranhadas.

    Já em relação à dúvida levantada por você (sobre não ser possível controlar o estado de um fóton em estado emaranhado), não sou especialista em física quântica, longe disso. E do pouco conhecimento que eu tenho o que você disse parece ter muito sentido.

    No entanto, quando escrevi meu artigo, estava me baseando, primeiramente, em um texto que li em 1998 na edição de outubro da revista SuperInteressante. Não sei até que ponto a SuperInteressante é uma revista suficientemente correta nas descrições que eles usam, de qualquer forma, a reportagem trata especificamente de teletransporte de partículas. O nome da matéria é “O mistério do teletransporte” e fala sobre a possibilidade de se teletransportar particulas de um lugar para o outro. Caso este processo fosse aplicado a fótons, seria possível transportar instantaneamente uma informação entre dois lugares “distantes”.

    Bom, como eu havia lido o texto já há algum tempo e como não acompanho este assunto, decidi procurar algumas informações na Internet antes de escrever o meu artigo e achei o seguinte artigo da revista Pesquisa, da Fapesp: http://www.if.ufrgs.br/spin/2005/spin425/fapespcomputadorquantico.htm. Neste artigo, de 2005, são citadas algumas experiências brasileiras sobre como usar partículas emaranhadas para transportar informação.

    Enfim, mesmo que em teoria seja possível, eu sei que usar fótons para transportar informações desta forma está um pouco longe de acontecer na prática (apesar que físicos práticos muitas vezes surpreendem físicos teóricos). O meu propósito era apenas ilustrar quão longe poderemos chegar num futuro de médio/longo prazo.

    Um abraço,

    Leonardo Garcia

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